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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Reaproveitando ideias


Lavoisier, certa vez, disse: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Abelardo Barbosa, eternamente conhecido como Chacrinha, o Velho Guerreiro dos programas de auditório, usou parte da teoria de Lavoisier para criar uma das grandes máximas da televisão brasileira: "Nada se cria, tudo se copia". E a filosofia não ficou só na televisão. A música também está repleta de exemplos gritantes de cópia.

Recentemente, dois casos me chamaram a atenção. Um deles envolvendo o novo fenômeno da música britânia, One Direction, também conhecido com a abreviação 1D. O grupo é uma boyband formada no programa X Factor. Após seus integrantes não se classificarem na categoria individual, os jurados do programa sugeriram que se juntassem e formassem uma banda, a One Direction. Acataram o conselho, foram aprovados na fase de grupo e conseguiram o terceiro lugar dentro da competição.. Em setembro deste ano, os garotos lançaram a música Live While We're Young, que rapidamente chegou no topo das músicas mais tocadas. Meninas histéricas, morrendo de amor pelos músicos adolescentes, alto número de visualização do clip no youtube, shows e mais shows pelo mundo. Tudo lindo.



Porém, um pequeno detalhe. Os fãs do 1D podem até não perceber, mas a introdução da música é uma cópia explícita do sucesso Should I Stay or Should I Go, da banda punk The Clash. A boyband deve ter pensado: "Ah, os nossos fãs nem vão conhecer música punk, não faz mal usar". Errado, faz mal sim. Primeiro que é cópia. Segundo que os histéricos pelos britânicos bonitinhos podem não ter percebido, mas fãs de punk e pessoas que acompanham o cenário musical perceberam. E em terceiro lugar: por que uma boyband vai copiar alguma referência de uma banda punk??? Alguns dizem: Pode ser uma homenagem que eles fizeram ao The Clash. Não, não foi. Foi uma cópia mesmo. A própria banda admitiu que o uso do riff inicial foi proposital, pois "é um grande riff", segundo o integrante Harry Styles. Dá uma olhada na música no vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.



Entre os não fãs, a 1D ganhou visibilidade também por outras especulações de cópia. Um desses casos foi protagonizada pelos fãs da banda. Ao verem um dos integrantes da banda usar uma camiseta com o emblema clássico do Ramones (também uma banda punk) e dizer que adorava aquela camiseta, os seguidores da banda pegaram a imagem estampada na camiseta, retiraram o nome da banda e dos integrantes originais e substituíram pelo nome da boyband. Outro caso que ganhou notoriedade foi o fato dos garotos terem gravado um clip supostamente na mesma praia que os norte americanos do Blink 182, banda de hardrock, gravaram um clip satirizando grupos que utilizavam rostos bonitinhos e coreografias para conquistar os fãs. Não vou entrar em detalhes sobre esses outros casos, vou me ater apenas ao plágio do The Clash, pois é fato provado e admito pela banda.

O outro caso no qual "nada se cria, tudo se copia", envolve o Red Hot Chili Peppers e o NX Zero. Não, espera, vamos corrigir isso. Não é o NX Zero e sim a Globo. Daqui a pouco algum leitor pode falar: "Ah, você tá criticando essas bandas porque não gosta delas, é preconceito". Não, não é. Vou exemplificar. Ano passado, os californianos liderados por Anthony Kiedis lançaram a música The Adventure of Rain Dance Maggie. Não vou nem mencionar o quanto a música é boa, com uma linha de baixo de primeira. O que importa aqui é o clip. A banda subiu no terraço de um prédio de frente para a praia e começou a tocar. Quando as pessoas viram o Red Hot tocando, começaram a aglomerar nas quadras e casas nas imediações do palco improvisado. Ficou um clip bem legal, praticamente uma jam.



Em maio, o programa da Globo, Estrelas, apresentado pela Angélica, convidou o NX Zero para fazer algo parecido. A senhora Hulk fez uma entrevista com a banda no terraço de um pequeno prédio, o que despertou a atenção dos transeuntes. Logo após a entrevista, som na caixa. Foi nítida de onde foi tirada a ideia, uma cópia do clip norte americano. Retomando algum possível questionamento quanto ao meu gosto musical. Não, NX Zero não é uma banda que eu goste. Mas poderiam colocar Raimundos, Titãs, Rita Lee, Marcelo Nova, Plebe Rude e até o Garotos Podres com o Ratos de Porão junto que eu estaria comentando a cópia da ideia.



Sei lá, as vezes acho que é subestimar muito a inteligência do seu público. Devem achar que o público não tem um conhecimento amplo. Tá, ok, muitas vezes os espectadores daquele determinado programa ou de determinada banda realmente não conhece outros estilos, não acompanha tantas coisas assim. Mas mesmo assim, é muito feio fazer essas cópias deslavadas. Não é nenhum pecado mortal utilizar alguma ideia que deu certo, ficou legal, fez sucesso, MAS que faça suas alterações, adaptações. Recrie aquele conceito, o estilo. Que utilize isso como uma influência. Todos nós temos referências, influências de outros profissionais, independente de nossa área de atuação. Acredite: não é feio citar de onde você busca inspiração para fazer seu trabalho.

E para mostrar que isso não é algo isolado, eu deixo aqui os vídeos do @victorbarao no canal #scriptease, falando sobre as "coincidências" musicais.



Para ver os outros vídeos da série, basta clicar aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, 22 de maio de 2011

Eh galera, sei que o blog anda completamente abandonado. Mas tentem entender meu lado, não ando tendo tempo pra acompanhar muitas coisas, trabalhando, estudando e fazendo minha monografia. Nem os novos cds das minhas bandas preferidas e as novas edições dos meus quadrinhos estou conseguindo acompanhar. Mas hoje resolvi matar a saudade de escrever coisas aleatórias nesse espaço. E aí pensei: falar sobre o que? E aí, numa conversa que estava tendo com Guilherme Gonçalves, um amigo meu, resolvi tirar do fundo do baú uma idéia de postagem que tinha tido a um tempo atrás mas não tinha levado pra frente.

Gosto muito de ficar observando esse vai e vem de músicos e bandas. O vocalista de uma banda sai, junta com o guitarrista que foi expulso de uma outra e fazem uma terceira banda genial e que faz grande sucesso. Aí resolvi fazer uma brincadeirinha aqui desse troca troca de integrantes no mundo do rock. Vou pegar um guitarrista que participou de algumas bandas que gosto muito pra exemplificar o que estou dizendo.

Ritchie Blackmore é um grande guitarrista, um dos formadores da banda Deep Purple, em 1968. Vão guardando as datas que elas são importantes pra fazer as ligações. Quem não conhece essa música aí hein?



O grupo ficou na ativa, passando por algumas mudanças na formação original, até que em 1975 os músicos dão um tempo com a banda. Cada um vai para novos projetos. Blackmore, nosso foco central até agora, sai do Purple e convida Ronnie James Dio para assumir os vocais do Rainbow. Se segurem, agora o negócio começa a bagunçar, agora começa a suruba.



Nesse mesmo período, David Covedale, que era vocalista do Purple quando a banda acabou, fundou o Whitesnake, junto com o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord, que também faziam parte do Purple, em 76.



Voltando ao Rainbow: Tudo corria bem até que em 1980 Dio sai da banda e, a convite de Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, assume os vocais no lugar de Ozzy Osbourne.



A estadia de Dio no Sabbath dura até 1984, quando ele inicia sua carreira solo, lançando o disco Holy Diver



Voltando novamente ao Rainbow: Blackmore segue com a banda, mesmo após a saída de Dio. Cozzy Powell, baterista da banda saiu pouco tempo depois para assumir as baquetas do Whitesnake, no lugar de Paice. Em 1984 ano inicial da carreira solo de Dio, o Deep Purple anuncia seu retorno aos palcos, com Blackmore na guitarra e Jon Lord nos teclados. Neste mesmo ano, Vivian Campbell guitarrista do Whitsnake deixa a banda, indo acompanhar Dio em sua carreira solo.

Lógico que todo esse vai e volta que foi falado aí em cima é algo muuuito resumido, até mesmo porque existem vários outros músicos e bandas envolvidos nessa suruba musical. Depois de tudo isso que foi falado, o Dio voltou novamente ao Sabbath para uma turnê comemorativa, o Blackmore saiu do Purple para fundar o Blackmore's Night, Cozzy Powell faleceu, Coverdale fez um projeto paralelo com Jimmy Page, Vivian Campbell foi pro Thin Lizzy e por aí vai.....

Mas esse resuminho já deu pra perceber o quanto o mundo do rock me encanta e o quanto eu "perco tempo" fazendo essas ligações. Outra coisa: essa galera só sai de uma banda boa pra formar outra tão boa quanto. Bom, pra quem gostou dessa brincadeira, deixe seus comentários aí abaixo, quem sabe não posso voltar e fazer outras postagens nesse estilo?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Música de brinquedo

Finalizando (pelo menos eu acho) essa sequência de textos sobre música e criatividade, vou falar um pouco do novo trabalho do Pato Fu. Lançado no final de 2010, o disco Musica de Brinquedo me surpreendeu bastante. Fazia tempo que eu não gostava tanto de um cd nacional. A idéia básica é pegar instrumentos de criança, todo e qualquer brinquedo que faça barulho e fazer versões de músicas conhecidas utilizando apenas esses instrumentos e brinquedos. Veja mais alguns detalhes sobre o álbum nas entrevistas abaixo:





É mais um experimentalismo, uma das marcas registradas do Patu Fu. O tempo de trabalho, adaptação dos musicos a esses novos instrumentos, tentar encaixar os ruídos dos brinquedos ao ritmo das músicas foram aspectos que ganharam minha admiração, embora eu não goste muito da banda. Mas valorizo acima de tudo, a coragem de experimentar, arriscar, tentar novas coisas para sair do comum em que se encontra a música nacional nos últimos tempos. Ficam aqui alguns vídeos para mostrar o trabalho desses mineiros. Quem ficar curioso e quiser conferir mais vídeos, dá uma passa no canal não oficial da banda no youtube.

Adoro essa música e a voz da Fernanda Takai me conquistou nessa canção.






E por fim....


He had it coming

Dando continuidade na série de posts musicais, vamos falar de um gênero de filme que eu não gosto muito: musicais. Mas não gosto de maneira geral, só que tem alguns filmes que eu acho MUITO bons, muito bem feitos e que a música te contagia.

De acordo com a nossa querida wikipédia, "filme musical é um gênero de filme, no qual a narrativa se apóia sobre uma sequência de músicas coreografadas, utilizando música, canções e coreografias como forma de narrativa, predominante ou exclusivamente."

Num tenho muita paciência pra coisas muito alegres, coloridas e teen. Sim, estou falando de High School Musical e coisas derivadas. Também acho desenhos animados, com suas musiquinhas alegres, muito ruins, chatos. Para tudo há um público, e definitivamente eu não sou o público desses exemplos acima.



Mas algumas coisas em cativam profundamente e me fazem baixar o filme, o disco, indicar os vídeos no youtube pra todo mundo e rever várias e várias vezes. E são alguns desses exemplos que eu vou postar por aqui. Começando com o filme The Blues Brothers, porcamente traduzido para "Os irmãos caras de pau". Não vou ficar aqui me alongano com sinopses e comentários sobre o filme, quem quiser entra no link aí no nome do longa metragem. O que importa aqui é divulgar algumas cenas que eu gosto e acho q vale a pena divulgar. A primeira é essa aí de cima, do Blues Brothers. Mas como eu gosto muito das músicas, tanto que o cd da "banda" não sai do meu celular, vou indicar mais uma na sequência.:



Continuando o passeio pelos poucos musicais que eu gosto, aqui vai um do Jack Black, Tenacious D, sempre fazendo piadinhas em situações quase absurdas. Detalhe para o tanto que o muleque que faz o Jack Black quando criança é identico ao músico. Se fosse filho mesmo não seria tão parecido. Outra observação importante a se fazer: com a participação do Dio logo no início, não dá pra perder, né?



E aqui uma das minhas partes favoritas do filme.... FUUUUUUUUUUCK. Gostar desse filme e não saber a letra dessa música não adianta nada.



Por último fica aqui a indicação do filme Chicago, o primeiro musical que me agradou. Mas como não agradar? Assassinatos, cabaré, vida boêmia, mulheres bonitas com danças sensuais... and All the Jazz....



Finalizando com chave de ouro, vou postar a cena de musical que eu mais gostei e mais assisti até hoje, também do Chicago. Por essas mulher eu aceitava as consequências finais, tais como "two warning shots... into his head..." ou o arsênico. Você entenderá o comentário vendo o vídeo abaixo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Musica de um jeito diferente

Tempos atrás eu falei nesse texto aqui, que adorava pessoas criativas e desocupadas. Continuo fascinado pela criatividade humana, pessoas que inovam, buscam criar coisas novas e fazem sucesso. O exemplo de hoje é esse cara que fez uns instrumento musical usando canos de PVC.



Nos comentários dos vídeos tem certinho o nome das músicas que ele toca, mas entre elas estão os temas do Mário, Piratas do Caribe e do James Bond, Viva la Vida, Crazy Train, Like a virgin entre outras. Vi esse vídeo em um programa de tv que mostra os vídeos mais vistos na net, mas não lembro qual deles. No dia achei muito legal, mas foi curtinho o vídeo e não dei muita atenção. Mas passando pelo blog É Mato!, revi com mais calma e resolvi postar. Adoro esse tipo de coisas inusitadas. Creio que a inspiração dele tenha vindo do BlueManGroup, mas ele deu um plus na inovoção, que na minha humilde opinião ficou ainda melhor e mais atrativo.



Mas não é só gringo que é criativo não, tem muito brasileiro que manda vê no som improvisado:



Eu sei que eu tinha outra coisa para falar nessa postagem, mas como pensei nisso pela manhã, não tive tempo de escrever durante o dia todo, e agora são 2:41 da madrugada, minha memória não vai funcionar de jeito nenhum... mas fica aí minha admiração por essa galera.

Se eu fosse esse pessoal, escolhia uma praça movimentada, uma estação de trem, seja lá o que for,

sábado, 16 de outubro de 2010

Evolução

Hoje a postagem vai direto ao assunto, sem rodeio e introduções. Tava pensando nos últimos tempo: ninguem fala/critica/tira onda com os emos. Nem se vê mais emos na rua. Em contra partida, agora é a vez do pessoal "colorido". O estilo de som é basicamente o mesmo. Tudo fala de amor, paqueras teens e coisas do gênero. Agora vamos ao momento moda do blog.

Os emos se caracterizavam basicamente por: maquiagem feita com lápis de olho, calças jeans coladas, daquelas que você passa vaselina pra poder vestir, um all star todo estourado, quase sempre preto, ou então pintado de xadrez com caneta e as clássicas camisetas pretas, as vezes de banda, as vezes com um desenho "fofinho" ou "miguxo". Não podemos esquecer das franjas no olho, cintos e pulseiras de spike e pra finalizar, munhequeiras e meias listradas ou xadrez branco e preto. Ah, e claro, não podiam faltar as fotos tiradas de cima ou as clássicas do espelho, né?Aí do nada essa galera sai de cena. Ninguém mais fala dos emos, ninguem vê mais esses seres andando pela rua. O pensamento geral foi: "ah foi só uma modinha passageira, acabou". Só que as coisas não são tão simples assim. O estilo musical continuou o mesmo, mas os admiradores desses estilos musicais sairam da escuridão e passaram para o colorido extremo.



As calças continuam precisando de vaselina pra entrar. Agora tudo é muito colorido reluzente. Os cintos e luvinhas continuam na moda, mas com cores vivas. Mochilas cheias de bichinhos, bottons e estampas berrantes fazem parte dos acessórios. Pra finalizar, óculos gigantes e, pra variar, coloridos, cabelos cortados usando um ventilador e tênis Nike o que? COLORIDO.

E aí, depois disso o que vem?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pessoas desocupadas e criativas

Adoro pessoas desocupadas e criativas. Quando mandam bem com música e edição de vídeo, ganham ainda mais o meu respeito. Pra quem não entendeu a onda, esses vídeos são feitos através da captação do som que aquele instrumento ou objeto faz, e aí joga-se tudo num programa de edição e passa-se horas editando até sair o que vcs verão nos vídeos abaixo.

Eu sou editor de vídeo e sei o tanto que é um saco sincronizar vídeo e audio, por isso gostei tanto do trabalho desses caras. São ótimos editores de vídeo, além de uma sacada musical muito foda. Tem que ter um saco muito grande pra fazer isso. Bom, chega de papo, tá na hora de conferir mais essa divagação. O primeiro cara é brasileiro, embora ele fale em ingles em todos os vídeos.





Vale a pena conferir outros vídeos desse cara. Na realidade vale acessar o canal dele e ir clicando desde o primeiro vídeo pra ver as sacadas de interatividade que ele tem. Esse de baixo aqui é um norueguês que tem a mesma sacada, vale a pena conferir

segunda-feira, 26 de abril de 2010

OBMJ

E aí leitores, tudo na boa? Passei um tempinho ausente aqui do blog porque estava numa fase bem ruim, um caos na cabeça. Só que aí veio o Erecom, encontro regional dos estudantes de comunicação, em Brasília. Isso me ajudou MUITO a por a cabeça de volta no lugar, voltar à minha frieza e racionalidade característica.

Mas vamos ao que realmente interessa. To passando aqui pra fazer uma indicação musical. Lá em BSB o pessoal gosta muuuuuuuuuuito de reagge e também de ska. Não são muito meu estilo, mas também não fico reclamando. Ska eu conhecia pouco, conheci mais lá em Brasília. E gostei muito de uma coisa que eu ouvi lá, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana (OBMJ). O lance dos caras é o ritmo jamaicano, fazendo releituras de músicas famosas em ritmo Ska. Um dos que mais me chamou a atenção foi a ópera "O Guarani". Dá um confere aí.



Agora vai lá, joga no youtube o nome dos caras e confere mais músicas deles, é bem bacana. Pra finalizar, vou deixando aqui um videozinho ensinando como se dança esse novo ritmo.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vamos misturar!

Em umas postagens antigas eu já tinha falado um pouco de samba rock, em especial sobre o Farufyno. Continuo gostando bastante dessa galera, quem não conferiu, tá aí a nova oportunidade. Só que hoje a banda é outra. Fui apresentar a rádio universitária para uma amiga minha e entre tantos vinis, cds e youtube, o Sérgio Pato me mostrou uma galera muito massa.

Eles são um ótimo exemplo do sincretismo musical. Dão uma roupagem nova aos clássicos do rock. Além dos sambas tradicionais, os chamados samba de raíz o pessoal do Sambô canta rock em ritmo de samba. O repertório é bem amplo e variado, indo de Led Zeppelin a U2, passando por O Rappa e Maron 5. Mas vamos parar de papo furado e vamos ouvir um pouco do trabalho deles. O primeiro vídeo é a música do Led, Rock'n Roll. Além da releitura musical, o vocal do grupo me chamou bastante a atenção.



Esse segundo vídeo aqui é uma apresentação que eles fizeram no "Se vira nos 30". Postei esse segundo vídeo mais pra mostrar as outras músicas, porque a apresentação mesmo dos 30 segundos nem vale muito a pena, mas o final do vídeo merece ser visto.



Fica aí mais um pitaco musical desse humilde blogueiro. Quem quiser pode opinar aí nos comentários o q achou da banda.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bolachão do Holy Diver

Bom, acho que encontrei uma excelente parceira de apresentação do Panorama. Não é segredo pra ninguÉm que eu curto muito a locução da Andressa, e depois de vê-la segurar um programa que foi metade feito na hora, na base do improviso, aí eu confirmei que ela é muito competente.

O programa aí abaixo foi feito dia cinco de janeiro, no dia seguinte ao do Mamonas Assassinas. É um especial do vinil Holy Diver, lançado em 1983 pelo Dio. Bom, o programa foi corrido, foi no improviso, tem alguns erros, algumas viagens, mas foi um dos que eu mais gostei de produzir. Afinal, quando assunto é Dio, não precisa de comentários.

domingo, 8 de novembro de 2009

Dinossauros nacionais

Sem dúvida alguma, a turnê que o Titãs e Paralamas do Sucesso estão fazendo pelo país é o que há de melhor em temos de show nacional. Esses dois dinossauros representam a alma do rock brasileiro. Novamente falo sobre música e reforço que não sou e não quero ser especialista em música, ficar analisando gênero, estilo, técnicas, influências. Tudo que falo aqui é baseado em gosto pessoal e conversas de buteco com amigos.
Aí tem o pessoal que fala: "Ah, mas isso não e rock, isso é pop rock". Como assim essa dupla aí não é rock? Só porque não tem o som tão pesado como outras bandas? Mas o que, por diabos, define exatamente a linha entre o que é rock e o que não é? Se dermos uma rápida olhada na nossa bíblia da internet, a Wikipédia, vamos ver que os exemplos dado para cantores pop, bandas de rock e para o pop rock são os mesmos. Todos tem aquele conceito de que pra ser rock tem que ir contra tudo, ser revolucionário e ter uma pegada agressiva. Já o pop é comercial, feito pra agradar a garotada, lançar modinha e "se vender ao sistema". BALELA, nada mais do que BALELA. O rock tem tantas divisões, subdivisões, divisões das subdivisões que é impossível você chegar a uma definição fixa, concreta. Se formos nos apegar a esses conceitos aí, eu com poucos exemplos quebro esse discurso. Nos palcos tudo se mistura, em maior ou em menor grau.

Como disse, na minha opinião, Titãs e Paralamas do Sucesso, comemorando 25 anos de estrada, é o melhor show nacional que está rodando atualmente em terras brasilis. Todos já cantaram alguma música de uma dessas duas lendas do rock nacional, não há como. As duas separadas já eram boas, quando se juntam, aí que pega fogo mesmo.

Para saber a sensação desse show, só estando no meio do público. A apresentação é contagiante, e clássicos são sempre clássicos.

Parceria com o meu SELO CYBER DE APROVAÇÃO

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O que é bom vem até você

Tem muita gente que passa o dia na internet entrando em Myspace, youtube ou outros sites em que dê pra escutar música, buscando novas bandas. Não sei, acho isso muito estranho... Com tanta coisa boa sendo produzida por aí, as bandas vão chegando até você. Não importa se via show em festivais, em uma música passada por um amigo via msn ou se por um mero acaso ao trocar de estação de rádio ou tv. Alguns ainda dizem que as melhores coisas surgem no cenário independente e não possuem muita divulgação, não recebem incentivos... Concordo plenamente, mas reafirmo que se o som for realmente bom, ele chegará até você de alguma forma. E falo isso livre de preconceitos musicais, independente do gosto de cada um. Eu como público fico até contente quando as melhores coisas não recebem MUITA divulgação, pois assim preservam sua essencia, tanto no quesito música quanto em relação ao público.

Acredito que esses aparatos tecnológicos para divulgação servem com uma vitrine (não sei se esse é o melhor termo). Após você ter tido um primeiro contato (sem a necessidade de fica horas procurando por algo que te agrade), você vai até esses portais e descobre mais sobre a banda. Com isso evitamos também um pouco da chamada 'geração Mp3' (termo que eu escutei pela primeira vez em uma conversa com meu amigo Guilherme Metal). Você não fica só ouvindo a música, você tem a oportunidade de descobrir um pouco mais sobre as influencias, formação e história da banda.

Nos últimos tempos escutei umas bandas que me agradaram muito. Mesmo meu gosto sendo predominantemente rock e heavy metal, as três bandas que postarei aqui sencibilazaram meus tímpanos. Estou aqui falando de gosto pessoal. Não sou crítico musical, não pretendo ter a audácia de analizar a banda e coisas do gênero.

A primeira delas é um grupo de samba-rock de São Paulo, o Farufyno.



http://www.myspace.com/farufyno

A próxima é um pessoal de Londrina que sobe no palco com um banjo, um lapsteel, um cajón entre outros instrumentos e toca um ritmo contagiante e animado. Tem muita gente dizendo que o tipo de som dos Fabulous Bandits é só uma cópia de coisas norte americanas, já são claramente influenciados pelo estilo western. Não vejo defeito nenhum em uma banda tocar e cantar coisas fora de sua realidade. Só por que eu sou brasileiro não posso falar em mesa de saloon e duelos no deserto? Se eu gosto de determinado estilo, região, época, seja lá o que for, eu não tenho que adaptalo à minha realidade para fugir das criticas e mostrar que sou um cara que ama minha cultura. Para mim isso é bairrísmo sim, não há outra explicação. Mesmo não gostando muito do vocal, a Fabulous Bandits me agradou muito.


http://www.myspace.com/fabulousbandits


E fechando esse post, recentemente escutei um grupo chamado Casca de Nós. Ainda estou conhecendo o grupo, mas é nítido que o estilo deles é uma mistura de rítmos e influencias nacionais. Desse grupo ainda não tem muitas informações tanto no myspace quanto no youtube. Porém caso queiram conhecer mais sobre o que eu to falando, aqui vai o link (disponibilizado por um dos integrantes do grupo) para download do cd do grupo curitibano. Abaixo do link tem um player com a música deles que mais me agradou.

http://www.overmundo.com.br/banco/tudo-tem-recheio-casca-de-nos-cd-completo




Viu, não foi necessário correr atrás dessas bandas, elas chegaram até você.