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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"Mãe, onde vamos morar agora?"

Grafite feito ao lado do Morro do Bumba

Assim como o anterior, este é um post sobre uma viagem, duras memórias e sérias reflexões. No último, uma reportagem na Revista Piauí me motivou a escrever. Neste, o programa A Liga despertou minhas lembranças e me impulsionou de volta ao blog. O semanário da TV Band abordou a temática dos moradores de áreas de risco. Entre as localidades escolhidas para mostrarem a realidade dos cidadãos estava o Morro do Bumba, em Niterói, região que sofreu um grande deslizamento de terra em 2010 e que visitei em 2011 para a realização da minha monografia.

Meu trabalho era descobrir como se dava a recepção de notícias climáticas por moradoras de áreas de risco. A maioria das pessoas me aconselharam a desistir, que achasse algo mais fácil de pesquisar ou entrevistasse pessoas na minha cidade (Goiânia). Mas quem me conhece sabe que sou determinado. Era um desafio que me motivava, uma oportunidade de viver uma experiência única, embora soubesse que não seria nada fácil. E não foi. Na realidade, enfrentei obstáculos bem maiores que os previstos.

Estava prestes a adentrar em uma realidade completamente diferente e distante da minha. Minha meta era conseguir conversar com o máximo de mulheres possível, para poder desenvolver minha pesquisa. Ainda no albergue no qual estava hospedado, pegando informações sobre a região, o primeiro choque de realidade. Perguntei como chegar ao Morro do Bumba e, com estranhamento, me responderam: "ué, mais o morro não existe mais". É uma coisa que eu nunca tinha parado para pensar: é uma área irregular, de risco, um morro; quando há um deslizamento de terra, o morro acaba, a terra simplesmente não volta ao seu lugar. Poucas casas restaram após o deslizamento de terra que vitimou mais de 200 pessoas.

Morro do Bumba atualmente

Quando cheguei no local, não conseguia acreditar que ali moravam dezenas de família e que praticamente nada sobrou. Mesmo sem resgatar todos os corpos do local, a prefeitura de Niterói foi até o local, fez pequenas obras de saneamento básico, cobriu a base com cimento e transformou em uma praça de recreação, com mesas para jogos, piquenique e duas quadras. Muitos moradores são contra essa obra. "Não resgataram todos os corpos, tem gente lá embaixo ainda, aí o pessoal vem e monta uma praça por cima, acha que fez um grande favor, passa o concreto por cima da história e acha que nada aconteceu?", me relatou uma das moradoras da região.

Nas pessoas com quem conversei, encontrei uma tristeza muito grande e um senso de comunidade, de auxílio, maior ainda. Porém, o que mais me chamou a atenção foi o desanimo dos meus interlocutores. Desamino com o poder público, indo desde a associação de moradores que é apenas uma fachada, até o prefeito e governador, que nada fizeram para impedir tal situação. Existe uma lógica meio complexa nisso tudo e que eu fui traçando ao longo dos relatos que escutava.

Acompanhem comigo: se o poder público realmente investisse na construção de casas populares e programas sociais correlacionados, evitaria que pessoas fossem morar em regiões impróprias, tal como o Bumba, antigo lixão e em área de de risco. Sem condições de morar em um lugar melhor, famílias constroem suas casa em locais irregulares que podem desabar com as chuvas. A área é irregular, mas como todos querem sua fatia no capitalismo, as empresas de luz, telefonia fixa e móvel, entre outras, vão lá, vendem seus serviços sob a vista grossa do poder público, que interessado em sua fatia, cobra os impostos das áreas vizinhas, compradas legalmente, mas deixa o esgoto correr a céu aberto entre as casas. Complicado entender isso né? "Não é para morar aqui, mas já que você tá morando, vou te dar condições pra você ficar morando aqui mesmo, bem longe do centro. Toma energia, para ter sua geladeira e sua televisão, toma sinal de celular para gastar seus bônus com quem você quiser e continuamos fingindo que está tudo bem." Deve ser essa a lógica.
Como disse outra de minhas fontes, "pobre não mora onde quer, mora onde dá". A pessoa está morando ali, em uma área inclinada, sem a menor estrutura de saneamento básico, não é porque ela quer, porque não trabalha, ou porque se acha mais esperta e prefere simplesmente tomar posse do lugar. A minha maior dificuldade era encontrar asa pessoas em casa, pois todas estavam trabalhando. Não são desocupados que vivem do auxilio de bolsas do governo, como muitos pensam.

Resultado do descaso e da vista grossa: chuva forte e moradias frágeis, construídas sob um antigo lixão, causam uma tragédia. Poder público lamenta, desengaveta um discurso pronto e diz que está fazendo o possível para evitar tais incidentes e que tomará medidas para que isso não ocorra novamente.

Os sobreviventes são levados para alojamentos provisórios. Prefeitura dá declarações, afirmando que construirá casas populares para essas famílias. Oferecem um aluguel social de R$400,00. Pera aí: alguém me diz onde é possível alugar uma casa por esse valor no Rio de Janeiro? Como as pessoas que perderam o pouco que tinham podem recomeçar suas vidas com uma ajuda de R$400,00? E por que três anos após o deslizamento que vitimou dezenas de famílias, os sobreviventes continuam esquecidos nos mesmos abrigos "provisórios". Por que após a tragédia no Bumba, novos deslizamentos de terra continuaram vitimando dezenas e mais dezenas de cidadãos todos os anos? Por que o poder público não responde a essas perguntas? É mais barato deixá-los esquecidos e ficar resgatando corpos ano após ano do que fazer uma política pública de prevenção?

Assim como as pessoas com quem conversei na região do Bumba, todos nós vamos ficando cada vez mais anestesiados e descrentes com a realidade, vendo, dia após dia, a política ser feita apenas para os privilegiados, que possuem dinheiro e influência. É muito cômodo olhar apenas para o centro, afastar cada vez mais as misérias da cidade, dar uma disfarçada e achar que o mundo é lindo, tá tudo bem, seguimos caminhando e cantando e seguindo a canção.

Não, não é assim. Precisa-se mudar muita coisa. Todos sabemos que não é fácil. Não é barato. Teria que se mexer no interesse de muitos poderosos. Mas precisa ser feito. Nada de pensamento comunista ou revolucionário. Apenas uma questão de dignidade. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Não importa o que eu diga

Não importa o que eu diga, não importa o que os professores nos dizem, não importa o que os livros de história contam. Somente quando você vai até um campo de concentração, escuta as histórias dos sobreviventes, que você tem uma remota noção do que foi o período nazista. Isso é o que digo toda vez que alguém me pergunta como foi visitar um campo de concentração da Segunda Guerra Mundial.

Estava em Berlin, mas, certa manhã, peguei meus mapas e folhetos com dicas turísticas, coloquei no bolso do meu casaco, junto com meu passaporte e fui à estação de trem, rumo a Oranienburg, cidade a 40 minutos da capital alemã. Para quem gosta de história, vale muito a pena pesquisar no google sobre essa cidade. Nela se encontra um dos primeiros campos de concentração nazista, o campo de Sachsenhausen.

O vento constante e a chuva que caia em forma de pequenas flocos congelados fizeram com que uma sensação térmica de dez graus negativos atravessassem meu corpo, protegido por camiseta e duas jaquetas. Com pouco mais de vinte minutos andando pelo local, já não sentia mais minhas orelhas e meu nariz, expostos ao inverno europeu. O primeiro pensamento que tenho é: se eu to com esse frio todo estando com casacos de frio, como os prisioneiros sobreviviam a essas temperaturas sem proteções? Eis que o audioguia que eu havia alugado por dois euros me diz: Um dos castigos utilizados no inverno pelos soldados da SS era enfileirar todos os prisioneiros em frente ao bloco e deixá-los lá, parados, alinhados. Com o passar do tempo, a soma do frio intenso com a debilidade física dos presos  resultava em uma equação fatal. Após algum tempo do lado de fora das cabanas, os mais fracos começavam a cair, mortos pela baixa temperatura.

Quando as tropas aliadas invadiram a Alemanha e libertaram os prisioneiros de campos de concentração e trabalho forçado, também destruíram algumas áreas, porém ainda é possível encontrar as cabanas, com refeitórios e dormitórios, o portão, com os dizerem "O trabalho liberta". A ironia não fica apenas no portão. Sobreviventes relatam que os guardas, ao darem as "boas vindas", apontavam para a grande chaminé ao fundo e diziam: "Só existe uma maneira de sair daqui, e é através daquela chaminé".

Não importa o que eu digo, não importa o que se lê. Só quando você entra nas cabanas, sente o cheiro forte que ainda está impregnado nas madeiras, vê que no espaço da cama, onde cabe uma pessoa de maneira claustrofóbica, dormiam quatro, as vezes cinco em cada um dos três "andares" da cama, que você começa a ter uma remota dimensão do quão apertado eram as condições.

Apenas quando você sente, com suas próprias mãos, as variadas pedras que formam as pistas para o teste das botas fabricadas para o exército nazista é que se consegue imaginar a cena e a dor. Após fabricar os uniformes para as tropas de Hitler, alguns presos ainda eram obrigados a testar a durabilidade. Carregando mochilas que pesavam aproximadamente 20Kg, tal como os soldados usavam nos campos de batalha e calçando as botas de combate, muitas vezes de tamanho inferior ou superior ao pé do prisioneiros que a testava, o mesmo era obrigado a ficar correndo de um lado para o outro nessas pistas com pedras irregulares, soltas e pontiagudas. Ao comando do guarda, o "cobaia" deveria abaixar, ainda com a mochila nas costas e fazer flexões sobre as pedras e voltar a correr. Tudo isso para testar o material e a durabilidade dos calçados. Imaginar as bolhas e ferimentos nos pés, provocados pelos tamanhos errados dos coturnos causa ainda mais agonia em quem pôde caminhar pelas pistas irregulares e se aproximar, mesmo que minimamente, do que essas pessoas vivenciaram.

Quem entra nesses verdadeiros locais de tortura física e psicológica, não lê ou assiste coisas relacionadas à Segunda Guerra Mundial da mesma maneira que antes de conhecer o campo de concentração. Não há como sair a mesma pessoa de um lugar desses. Lendo os relatos de uma sobrevivente do regime de extrema direita na Revista Piauí, não há como retornar mentalmente à visita feita e conseguir construir uma imagem mental um pouco mais fiel à realidade.
Grande parte dos relatos dos sobreviventes, entre eles o de Liwia Jaffe, publicado na citada revista, envolve comida. Mais especificamente a falta dela. Essas fotos aqui ao lado são desenhos feitos pelos presos nas paredes da cozinha em Sachsenhausen. Nota-se claramente que, mesmo sendo tratados como animais, sem qualquer direito, ou até mesmo condições físicas, o senso crítico ainda gritava dentro de seus seres e se refletia nos desenhos. Os soldados raramente entravam na cozinha, o que, de certa forma, garantiu que os desenhos continuassem nas paredes.

A fome, certamente, é a mais cruel das torturas. Mas nunca tinha enxergado o ponto de vista que a filha de Liwia Jaffe disse. "Parece que a necessidade de comer, para quem passa fome, é mais forte do que a própria necessidade de viver. Havia muito poucos casos de suicídio nos campos de concentração, um gesto que não seria tão difícil. Era só atirar-se contra o arame eletrificado. Mas quase ninguém fazia isso; havia o próximo pão. (...)Não se comia para viver; vivia-se para comer.Como se os humanos se tornassem parasitas, vermes enlouquecidos, girando desnecessariamente num vácuo, desesperados atrás de migalhas, não para viver, mas simplesmente para comê-las. Comer para comer. (...) Esse processo de animalização reforçava a ideia que os nazistas tinham de que os prisioneiros eram mesmo como animais e isso os fazia sentir ainda mais ódio, como se a animalização justificasse a perseguição. Ninguém que não esteja passando ou tenha passado fome tem a mais remota noção do que ela seja e dos efeitos que ela provoca no comportamento humano, por mais ética que a pessoa seja. Ninguém sabe se a vida ou, mais absurdamente ainda, os valores de alguém são mais importantes do que comer, quando não se tem comida. Da parte dos nazistas, sua tática consistia em transformar os efeitos da carência de tudo – a fome, a sede, o frio, a sujeira – em causa; como se tudo estivesse acontecendo porque os judeus fossem originalmente como animais, e não o contrário. Essa é a formação básica do processo de alienação: trocar os efeitos pelas causas."

Após horas ininterruptas andando pelo campo, lendo histórias, ouvindo relatos, pegando uma leve chuva e sentindo muito frio, sentei nos degraus de uma das cabanas e fiquei simplesmente olhando o que havia ao meu redor. Não sei quanto tempo se passou, quanto me molhei o quão intensamente meu corpo tremia de frio. Mas não era nada, absolutamente nada, comparado ao que aqueles prisioneiros sofreram. Aquela visita ao lugar onde começou um dos mais violentos, humilhantes e terríveis capítulos da história mundial me marcou para o resto da vida. Mas de uma maneira que não é possível descrever.

Não importa o que eu disse. Creio que nem eu mesmo, tendo visto, tocado, sentido o cheiro, o frio, consigo ter uma remota dimensão do que houve naquele lugar. Mas uma coisa é certa: agora, esse capítulo da história está dentro de mim. Os prisioneiros ainda vivem, através de seus relatos, dentro de mim. Historias, relatos, filmes, reportagens, tudo ganha um novo significado, uma nova dimensão. A vida ganha uma nova dimensão.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vergonha em terras alemãs

E o novaiorquino aponta para a lateral de um prédio de uns quatro andares e pergunta: "Aquele ali você conhece, certo?". Olhei para a grande figura humana de pele amarela pintada no edifício. Não fazia ideia do autor. "Mas você não é brasileiro? Como se diz 'The Twins' na sua lingua?", perguntou o norte americano diante do meu desconhecimento. "Os gêmeos?", respondi mais vacilante do que com certeza. "Sim, os brasileiros que saíram de lá e tem pinturas deles em várias cidades aqui na Europa", insistiu o novaiorquino que mora em Berlin há nove anos. Simplesmente assenti com a cabeça, com uma vergonha que não cabia em mim. Momentos antes, andando pelas ruas da capital alemã com o norte americano especialista em street art, eu havia reconhecido as obras de grandes nomes internacionais da arte de rua, tais como Banksy, Blu e El Bocho, mas não consegui reconhecer uma pintura dos artistas do meu próprio país.

Voltei para o hostel pensando no assunto. Eu conhecia artistas internacionais, mas não tinha a mais vaga noção do trabalho de grafiteiros do meu país, os quais era admirados e conceituados no exterior. Eu que era desinformado sobre alguns aspectos culturais do Brasil ou é o país, a cultura nacional que não valoriza devidamente seus artistas e intelectuais, sendo necessário que os mesmos conquistem fama em nações consideradas "desenvolvidas" para que sejam valorizados nas terras tupiniquins?

Já vi muitos exemplos de artistas nacionais que saíram do país, se aventuraram em metrópoles europeias e norte americanas para, só então, voltar ao Brasil e serem reconhecidos pela crítica e pelos cidadãos. Às vezes, não necessariamente para fazer sucesso, mas para conseguirem desenvolver suas potencialidades. Acredito que o Brasil não incentive a cultura tanto quanto deveria ou poderia, obrigando músicos, pintores, acadêmicos, atletas, a ganhar solos estrangeiros para alcançar o máximo de seus desempenhos. Lógico que não podemos generalizar, mas não podemos também descartar que tal realidade exista.

Quando retornei ao Brasil, fui pesquisar sobre as obras, a história, o estilo dos irmãos paulistas, criadores do homem de pele amarela, cabeça chata e longos dedos que habitava o muro de um prédio em Berlin. Não poderia continuar sem conhecer Os Gêmeos e suas sagas. No próprio site dos grafiteiros tem diversas imagens de seus trabalhos. Dentro do site dá pra ler um pouco da trajetória dos dois e ver que um detalhe reforça essa ideia que por tanto tempo martelou minha mente: "Apenas depois de um ano, já com um nome forte no exterios, Os Gêmeos fizeram sua primeira exposição no Brasil, na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo".



Temos que parar de dar mais valor ao que vem de fora, achando que apenas "os gringos" sabem produzir coisas de qualidade. Não entenda isso como um discurso bairrista, regionalista. Não é para fechar as portas para os aspectos internacionais, mas que possamos olhar com maior cuidado, com maior atenção para o que nós produzimos. Garanto que muitas vezes nos surpreenderíamos.

Esse sou eu, novamente com minhas divagações, minhas opiniões, voltando a escrever nesse despretensioso blog.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vamos nos permitir

Voltei para casa hoje pensando nas mudanças que a vida nos proporciona. Mudanças são coisas que geralmente assustam a todos. Não sei se assustar seria a palavra certa. É difícil manter-se indiferente diante de transformações eminentes. Enfrentar algo que não temos o controle pode nos causar insegurança, dúvida se dará certo ou não, se gostaremos ou não.

Alguns já sabem, viajarei agora em janeiro para algumas cidades europeias. Todos que me conhecem bem, sabem do meu prazer (na realidade, do meu vício) em viajar e em vivenciar novas experiências. Já viram ou ouviram falar das loucuras que já vir por e em viagens. Me orgulho e faria tudo de novo, se brincar até mais intensamente. Mas isso não vem ao caso, não é o foco deste post.

Nas últimas semanas, conversando com amigos meus e acompanhando redes sociais, percebi que não sou só eu que estou nessa fissura por mudanças. Muitos amigos meus estão se permitindo. Arriscar, sair da rotina, do marasmo e da chatice que muitas vezes domina nossa vida.

Isso me deixou muito contente. Mudança que são tomadas em cima da hora, na loucura. Novas posturas em relacionamentos; cortar, raspar ou apenas mudar a cor do cabelo; colocar um piercing ou fazer uma tatuagem; viajar com amigos para uma chácara no interior, passar a virada do ano no Rio de Janeiro ou fazer uma viagem internacional; ir a um badalado festival de música ou criar coragem e mudar de emprego.


Vi todas essas coisas acontecerem nas últimas semanas, assim como algumas delas ainda acontecerão nas próximas. Acho que a melhor coisa que vi em 2011 foi ver essa onda repentina de pessoas se permitindo fazer algo diferente, decididas de última hora. Muito me alegra isso. Dizem que quando você gosta MUITO de algo, você deseja que todos tenham a mesma sensação de felicidade que você experimenta. É exatamente isso que aconteceu comigo e me motivou a fazer mais essa divagação. Pessoas que estão dispostas a fugir dos padrões em busca do prazer pessoal. Prazer pessoal. Só isso, nada mais. Algo tão simples, tão essencial e delicioso, mas que, por vezes, se torna difícil de alcançar.

Como já disse Lulu Santos:

"Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir" (Tempos Modernos)

Tudo para começar 2012 enfiando o pé na porta. E eu começarei. Tatuado e com uma viagem internacional na bagagem. Pelo visto, tem tudo pra ser um bom ano. E eu espero que seja. Para todos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Diário de bordo

"Senhores passageiros do vôo 6717, com destino a Porto Alegre, informamos que o vôo está atrasado devido problemas operacionais". Isso não é uma notícia muito confortável de se ouvir, mas vamos lá, a gente supera. Novo congresso, nova viagem, novas experiências. Próxima parada: Caxias do Sul, Intercom Nacional.
Nada como um atraso de uma hora para movimentar o blog. Essa viagem está sendo uma complicação desde o início. Ao mesmo tempo que dá um monte de coisa errada, algumas outras dão certo. Acho que essa é a mais bagunçada que eu já fiz e também com mais incertezas. Vamos ver no que vai dar. Ah, esqueci de dezer, essa postagem vai ser toda picada, um diário de bordo. Aos poucos vou postando comentários. Enquanto isso, sigo esperando meu vôo.
1:20 da madrugada. Rodoviária de Porto Alegre. Falei que iria fazendo um diário de bordo aos poucos, mas acabou que não deu tão certo. Já estou me preparando para voltar pra Goiânia, mas vou recapitular algumas coisas. A parte inicial da postagem falou do atraso de uma hora do avião, porém essa demora se transformou em 2h10min de tempo ocioso no saguão do aeroporto de BSB.
Vôos, escalas, ônibus, outras pessoas também chegando para o último dia do congresso e no final de um longo dia eu termino minha peregrinação dividindo uma pizza com 3 gurias curitibanas que havia acabado de conhecer.
Dia seguinte, segundona, dia 6, corre corre e animação. É a data da minha apresentação, hora de mostrar a que vim. Põe os slides na tela, estrala o pescoço, encara a banca, respira fundo e dispara a falar. Apresentação finalizada com 15min cravados, agora o mundo volta ao normal. Dever cumprido, sentimento de satisfação no peito, agora é hora de sair pra explorar o Sul.

Vento frio, pessoas por todos os lados e encontrar os outros goiânos foi mais fácil do que eu esperava. Sessão de fotos, risadas, longas caminhadas e tomamos o rumo do castelo. Pausa para mais fotos, pose Snoopy, the dog (by Polly), novas risadas e chegamos ao que realmente interessa: degustação de vinho. Tinto, seco, suave, intermediário, espumantes e caipirinha. Tudo para atender todos os gostos. Uma tirada de onda entre um gole e outro e mais risadas.Tudo assim, dinâmico e sequencial como esse texto. Pizza, mais vinho e músicas pra acompanhar, traçamos as estratégias para o dia seguinte. Próxima parada: Gramado.Novos companheiros de viagem se juntam ao quarteto de graduandos facombianos. Mais fotos, mais frio, mais risadas e uma fome monstruosa. Pausa para o café da manhã. Será que posso considerá-lo um café da manhã? Às 11:20 da manhã e sendo servido desde doces e pão com geléia até polenta, liguiças e carnes empanadas. Sempre tudo regado a vinho, suco de uva, leite e/ou café. Mais caminhadas, seguindo a teoria da proximidade do próximo (piada interna), passeio pelo Lago Negro, visita às fábricas de chocolate. Tudo regado a base de muitas fotos e risadas.Deadline chegando, hora de fazer o fechamento. O grupo se divide. Finalizando o dia na Subway, nos despedimos dessa cidade que fecha por completo durante a noite. Afinal de contas, "em cidade de gente trabalhadora, todo mundo dorme cedo". Me separo dos demais. Não tenho mais onde dormir. Solução: pegar o busão para POA e ficar esperando a madrugada passar e pegar o vôo de volta. Nada melhor do que tempo ocioso pra movimentar o blog.
São duas da madrugada, o frio continua batendo. Dou uma pausa nesse texto. Daqui a algumas horas eu volto para contar o que rolou na volta, se é que vai rolar algo que mereça ser registrado.

Nova pausa para espera. Depois da fria e difícil noite na rodoviária de POA, fui acabar de matar o tempo de espera no aeroporto. Hora de dar uma folheada no jornal local (Zero Hora), rever as fotos e relembrar as situações engraçadas.
Passado mais uma vez a bagunça de embarque e desembarque no aeroporto, ver gente mal humorada ou bem humorada demais (o tradicional chato metido a engraçadinho), agora estou na rodoviária de BSB.
Valeu a pena. Ônibus, avião, trem, táxi. Novas experiências, novas pessoas, novas histórias. Um novo sentimento de bem estar. Mais uma viagem, um novo congresso na bagagem e a alma renovada.
E com esse sentimento, observando o vai e vem de pessoas nos aeroportos, ruas e rodoviárias, que eu encerro mais um delicioso episódio no meu livro de experiências. See your space cowboy.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A língua não é uma barreira

Foto: Anne Vilela
Continuando as experiências do Encontro de Culturas, achei muito legal um dia que estava na aldeia multiétnica, com vários povos indígenas. Cada etnia falando sua língua, os brancos falando o português e de repente chegam três colombianos para fazer uma apresentação de teatro de bonecos para os presentes na aldeia. Confesso que desde o momento que foi anunciada a vinda desse grupo, La Fanfarria, que eu queria saber como seria essa apresentação pelo fato deles não falarem português.

Andando pela aldeia eu vi duas gurias brincando de palaço com os índios Krahô. Esse povo indígena tem a figura do Hotxuá, um palhaço sagrado que tem a função de fazer os demais rirem, pois o riso e a alegria são uma maneira de espantar as coisas ruins. Trocando uma idéia com elas em busca de uma matéria legal pra escrever, elas me contaram que faziam um trabalho nos hospitais de São Paulo levando a figura do palhaço até as pessoas enfermas. Me rendeu uma puta entrevista, assim que eu pegar os arquivos eu posto aqui pra todo mundo ver essa lição de vida.
Julia, Apract e Demian- Foto: Anne Vilela

Mesmo ela não compreendendo a língua indígena, elas se fizeram entender pelas mímicas e pela ligação que todos, independente de língua, idade ou fronteiras, tem com essa figura lúdica do palhaço.
"É uma linguagem universal",elas me contaram. Quando elas se uniram ao Ismael Apract, o Hotxuá foi diversão e risadas
para todos os lados, contagiando todos que estavam alí, com uma apresentação que dispensou qualquer fala.

Pra fechar a noite, entraram em cena os bonecos do grupo colombiano La Fanfarria, com seu espetáculo visual, contanto uma lenda indígena colombiana para os índios brasileiros. Mesmo com a diferença de idioma, todos os presentes, índios ou não, falando espanhol ou não, mantiveram os olhos grudados nas ações que os bonecos iam desenvolvendo ao longo da história.

Foi engraçado, porque conversando com eles, descobri que eles tinham tido pouquíssimo contato com indígenas, mesmo os colombianos. Isso torna-se uma história no mínimo curiosa, já que eles apresentam há cinco anos uma peça de temática indígena e toda a pesquisa foi feita com base em lívros, vídeos e internet, e não diretamente com os primeiros habitantes do continente. Porém isso não desmerece em nada o teatro apresentado e torna ainda mais especial a estadia e apresentação deles em São Jorge, onde puderam ter esse contato pela primeira vez.
La Fanfarria e Chico Simões
Resumindo, a arte é uma lingua universal, que prende a atenção de todos, tornando a fala algo desnecessário ou secundário. Ela une as mais diferentes culturas, conquistando a atenção de quem está presente. Lição para toda a vida de uma experiência fantástica, inusitada e inesquecível.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Free Bird

Foto: Anne Vilela

*Reproduza o vídeo ao mesmo tempo que começar a ler*

Depois de um tempo inativo, to voltando a postar no blog. Tava trabalhando muito no final do semestre passado, trabalhei as férias inteiras no Encontro de Culturas Tradicionais (dá uma conferidazinha no site, tá bem bacana mesmo) e agora já voltei direto pra faculdade. Sim, já me chamaram de louco, que vou envelhecer antes da hora, que vou ficar muito cansado e tudo mais. Tá beleza então, no futuro eu sofro com isso, quando for um velho todo estourado, cheio de dores e cansaço. Agora, tudo que eu quero é vivenciar as experiências que sempre me dão tanto prazer e que dão sentido à minha vida.

Vou fazer uma série de postagens falando de algumas coisas que eu vi e vivi na chapada dos veadeiros, porque lá é um lugar fantástico, impossível passar por lá, principalmente pelo festival acima e continuar o mesmo. Só pra começar, vou falar de uma sensação muito massa, que foi estar cercado por esses paredões enormes da chapada, em alta velocidade no carro, em uma reta interminável, com o vento contra o rosto e escutando Free Bird do Lynyrd Skynyrd.

A letra sempre foi muito significativa pra mim, além dos solos de guitarra deixarem qualquer amante do rock com orgasmos múltiplos (rs). A sensação é muito gostosa, é liberdade total. Você fica olhando a paisagem, o sol começando a se pôr por detrás dos morros, fecha o olho, sente o vento em seu rosto e viaja no som das guitarras.

Bom, #ficadica pra quem for pra chapada dos veadeiros experimentar essa sensação. Por hora, fica aqui foto e vídeo só pra dar uma ideia do que eu estou falando. Mas como todas as coisas boas da vida, contar não traduz nem 10% do que realmente aconteceu, do que se sentiu. Mas de qualquer jeito deixo aqui a música, que é do caralho, além da foto que a Anne Vilela tirou do Morro da Baleia, uma bela foto (gratidão Anne).

terça-feira, 6 de julho de 2010

Festa estranha com gente esquisita

Mais uma experiência diferente. Nunca tinha participado de um evento fazendo cobertura fotográfica. Ainda mais com equipamento profissional (agradecimentos eternos à minha brother Umaitá). O Tatto Rock Fest foi uma experiência muito boa, ter contato com tantas pessoas diferentes do que eu já estava acostumado. Tem muitos amigos tatuados, porém nunca tinha tido um contato tão próximo com tatuadores, trocando idéias, vendo tantas aplicações de piercing e outras artes tão de perto. Outra coisa bem legal desse evento foi a mudança da minha visão sobre suspensão corporal. Antes eu tinha uma visão bem diferente, achando que era coisa de gente louca, que doia horrores e que tudo era feito pra resistencia de dor. Acho que isso é culpa em parte pela própria mídia, que divulga isso de maneira apelativa, dando destaque só para o "lado bizarro" da coisa. Porém, depois de ver e fotografar seis suspensões corporais, eu vi que existe um outro olhar/jeito de se fazer/objetivo, além do que o senso comum acredita haver. Vi tantos sorrisos, expressões de liberdade e até prazer durante as suspensões que eu acredito sim que possa não doer, ou então doer pouco, comparado com a sensação que se tem. Deu até vontade de fazer, sem nenhuma brincadeira ou ironia.

Deviamos passar mais vezes por essas experiências de choques culturais para mudar nossa visão. As vezes nem é a questão de mudar nossa visão ou não, mas pelo menos vivenciar realmente aquela situação, e não apenas ser um ser humano passivo, que fica recebendo as informações dos outros, com as opiniões dos outros. Continuo achando algumas suspensões meio loucura, mas vi que não é só isso. A graça da vida é isso, você conviver com o diferente, se descobrindo, descobrindo do que você gosta e também compreendendo as idéias e ações do outro, mesmo que não concorde ou compartilhe com elas. Os choques culturais são sempre construtivos, desde que as partes estejam realmente abertas à experiência, livre de julgamentos ou estereotipação.

domingo, 30 de maio de 2010

Vaidade profissional

Algumas vezes eu me pergunto (e até mesmo pra outras pessoas) por que ainda invento de participar da organização de eventos. Eu sei que vou me ferrar muitas vezes, vou ter um grande desgaste físico e mental, mas mesmo assim ainda entro na onda. Mas uma coisa é inegavel: mesmo com todas as dores de cabeça, canseiras e tudo mais, eu adoro participar de produção de eventos, show, festivais e coisas do gênero. Seria isso masoquismo? Sei lá, defina como quiser, tenho muito medo de generalizar as coisas, criar estereótipos.

Mas uma coisa é certa. Na realidade duas coisas são certas. A primeira delas acaba sendo a vaidade profissional. Não sejamos hipócritas aqui, todo mundo gosta de ser reconhecido pelo que faz, gosta de ser elogiado e tal. Eu não sou diferente, sou bem vaidoso profissionalmente. É uma das coisas que eu mais prezo na vida, minha imagem profissional. Mas nem por isso eu entro só pra dizer que participei daquilo. Eu entro pra trabalhar, pra vestir a camisa, pra ajudar no que vier pela frente

É bom quando vocÊ olha depois do evento e diz: Eu participei disso, eu tava lá. Quando você escuta os outros comentarem e você sente orgulho de ter feito parte daquilo tudo... O lance mesmo é o prazer em se fazer algo que deixe marcas, mesmo que em poucos. E uma mistura de vício em trabalho, com prazer, além de novas experiências e histórias pra contar.

E aí chegamos exatamente no segundo ponto que eu queria abordar. Adoro viver histórias, ter coisas pra contar, para relembrar... além do mais é sempre uma oportunidade para novas experiências interpessoais. Você conhece novas pessoas e tem contato com novas realidades. Somado a isso, ainda há o reforço de amizades antigas, provas de companheirismo e parcerias.

E não há coisa melhor do que ser reconhecido, viver/ter histórias pra contar e fazer novos amigos e reforçar laços já estabelecidos.

É tudo experiência my friend, tudo experiência...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

É tudo experiência

Hoje foi um daqueles dias que você quer que termine as 10:30 da manhã. É impressionante como uma notícia dada em uma conversa de 15 minutos pode acabar com todo o seu dia. Você para, pensa, reflete e conclui: É MURPHY, SÓ PODE. Pois é, hoje Murphy dormiu comigo e gozou na minha cara, não tem lógica. Fiquei bem grilado, quis xingar meio mundo, deu vontade de fazer merda, não consegui ter cabeça pra assistir as outras aulas que eu tinha no dia.... Resumindo, encerrei o dia MUITO mais cedo.

Chegando em casa comecei a pensar por um outro lado. O dia foi ruim? Foi, isso não tem como negar. Mas querendo ou não, eu volto na mesma tecla dos posts iniciais do blog: "Tudo é experiência". Se aprende com tudo, até com as ondas erradas da vida. Você aprende a lidar com as situações, aprende a respirar fundo, não fazer coisas por impulsão, aprende a contornar os problemas.

Agora vou falar uma coisa, eu só consegui fazer esse post graças a uma técnica milenar, passada de geração em geração, chamada METAL YOGA. Esse é o segredo da vida. Tá grilado, Murphy te sacaneou? É só sentar em um lugar de sua escolha, preferencialmente longe de pessoas, selecionar um bom rock e heavy metal e aumentar o som. Sua raiva vai toda para os riffs de guitarra e o resto de sua frustração é convertido para uma sensação que te deixa pilhado, te faz trabalhar, fazer mil coisas ao mesmo tempo, querer rasgar seu torax com as próprias unhas. Sim caro leitor, isso é metal yoga, sagrado ritual praticado a gerações.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Mochila nas costas, loucura na mente, adrenalina no coração, pouca grana na carteira e liberdade na alma. É assim que deveriam ser as viagens. Pelo menos são assim as minhas. Esse texto tem um pouco (tá, tem muito a ver) com o post YES!. Por muitas vezes viajei sem ter um lugar certo para dormir ou sendo acolhido por pessoas que nunca me viram na vida, tendo como garantia apenas uma troca rápida de emails. Pouca bagagem e pouco dinheiro. Enquanto todos comem e bebem "sem controle", compram lembranças a todos, eu levo o essencial. Nada de grana para consumir à vontade. Falta de grana? Opção? Um pouco dos dois. Mas isso não significa que eu não aproveite. Pelo contrário, também bebo, como e vou à todas as festas, só não queimo muito dinheiro. No final, tudo está relacionado com as experiências.Hospedar-se em um hotel, com cama confortável e serviço de quarto não tem a mesma graça e emoção que ficar em uma república cheia de pessoas desconhecidas (mas que já no segundo dia todos se conhecem e se introsam). Vivenciar o contato, as diferenças, as novidades não tem preço e nem descrição. Fazer a famosa vaquinha para rachar comida, bebida, festas ou transportes. Um paga para o outro para depois acertarem (o que nem sempre acontece, mas também não faz diferença na maioria das vezes, pois com certeza todos já passaram pela mesma situação, tanto de emprestar, quanto de receber empréstimos). Repito novamente, tudo isso se resume a vivenciar as experiências, estabelecer em laço de ajuda mútua.Pode parecer algo utópico, de gente deslumbrada, como em alguns outros textos que eu fiz, mas eu e muitos que conheço já passaram por isso, provando que é possível, que pode ser real. As primeiras linhas do texto são justamente a minha cartilha para vivenciar as experiências ao máximo do que elas tem a me ensinar. E como isso é o que eu mais prezo na vida, essa é sempre a minha dica a todos. Experimente, arrisque, se jogue! No final, tudo se resume a experiências.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Yes!

Sim! Saido diretamente da televisão para a frente do computador. Estava assistindo um filme que minha irmã colocou no dvd. No começo não dava nada por ele, mas ainda bem que existem enganos. O filme era Yes man, ou em português, Sim Senhor!. Jim Carrey interpreta um cara que vivia (se é que poderia se chamar aquilo de vida) sua rotina, sempre dando desculpas para não fazer nada. Porém, a convite de outra pessoa, Carrey começa a participar de uma experiencia de auto-ajuda. Sim. Esse é o segredo. Dizer sim para tudo o que aparecer pela frente. No filme, muitas situações podem realmente acontecer, outras não, mas o que realmente importa é o SIM. O filme não foi feito para você acreditar em tudo e sair dizendo sim pra qualquer coisa que te perguntem ou proponham... Mas lança uma idéia legal a se pensar. O que é a vida sem riscos? Sem experiências? A rotina, padrão, monotonia matam o ser humano, podam todas as possibilidades.A vida é riscos, escolhas. Se vai ser bom, ruim, quais as consequências, isso descobre-se depois. O que vejo por aí muitas vezes são pessoas caindo no comodismo em busca de segurança. Pode ser divagação, mas afinal, esse blog não é justamente para isso? Não consigo ver a vida como um caminho certinho, bonitinho, no qual as pessoas nascem, brincam quando crianças, tem namorinhos quando jovens, estudam, trabalham, casam, constituem família, envelhecem e esperam a morte. Meu prazer é correr risco, apostar as fixas que eu tenho. Para que manter uma situação se eu posso estar sempre inovando, modificando? Viajar na cara dura, sem saber ao certo onde vai dormir, arriscar situações improváveis... Tudo pode virar uma história legal para se recordar ou contar em uma roda de amigos. Ou pode acabar dando tudo errado. Mas para que ficar cojitando as coisas? Façamos e descubramos depois.

Matanza mesmo já diz sabiamente: "Consequência qualquer coisa traz/ quando é bom nunca é demais/ e se faz bem ou mal, tanto faz... tanto faz...". E no final das contas, arrisque. Sim!