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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um projeto, várias mídias

"Começa agora o Cultura Livre no seu charmoso radinho de pilha em High Definition". Não consigo me lembrar de um slogan tão original, criativo e divertido.

Já tem um tempo que eu não consigo atualizar meu blog devido à correria de final de curso e tudo aquilo que eu já disse em outras postagens. Porém, a monografia acabou, tirei 10 e tudo que eu queria era dormir, repor os kilos de sono perdidos durante os últimos meses. Ao finalizar essa etapa, prometi para mim e para os meus amigos leitores que voltaria a escrever por aqui. Procrastinei umas semanas, mas aqui estou, tentando relembrar como se escreve em um blog.

Resolvi voltar às postagens com o que mais finjo saber: mídia. Todos conhecem a minha paixão e o meu vício por coisas que se referem à mídia e à comunicação. E trabalhando na TV Brasil Central, tive a oportunidade de aprender e conhecer muitas coisas. Uma das que mais me chamou a atenção foi o programa Cultura Livre, transmitido pela TV Cultura e retransmitido pela TBC. É um programa de rádio, em um estúdio relativamente simples, filmado com câmeras de celulares, caracteres escritos em uma folha de papel, mostrando o nome da música e do cantor e, posteriormente, editado e transmitido na televisão.



Nada de grande produção, imagens impecáveis, sem tremor, com enquadramentos padronizados.... Mas também nada de tosqueiras. Ideias simples, um projeto atrativo e com pessoas competentes, que sabem o que estão fazendo. Conduzido por Roberta Martinelli, o Cultura Livre é o melhor exemplo de programa multimídia. Um programa de rádio, também transmitido via web, que pode ser assistido na TV e conta com participações dos internautas via chat line e Skype.



A comunicação, de uma maneira geral, está carente de ideias que surpreendam, que chamem a atenção. É tudo um "mais do mesmo". Porém, o Cultura Livre foge a essa rotina. Até mesmo a apresentação da Roberta Martinelli se destaca, pelo menos das rádios que escutamos aqui em Goiânia. Não precisa ser forçado, com gracinhas tolas, para ser atrativo. Tampouco formal demais. Creio que não preciso ficar aqui me alongando para mostrar o quanto o programa é original, atrativo e o tanto que me conquistou. Os vídeos postados falam por si.

Só deixo registrado aqui o meu desejo de, um dia, conhecer, conversar com a galera que produz esse programa e, quem sabe, trabalhar em uma emissora como a TV Cultura que, já em seu nome, demonstra a valorização pelo cenário cultural nacional. Sem dúvida, é a emissora que dá maior importância para as manifestações artísticas e o faz com a maior criatividade e qualidade.

terça-feira, 15 de março de 2011

#mobilizagoiás

É, eu sei, o blog tá abandonado, não precisa me lembrar disso. Mas se alguem estivesse trabalhando e estudando o tanto que estou e arrumasse tempo pra postar coisas em blog sem fim lucrativo, aí esse cara seria meu herói. Mas vamos ao que interessa.

Recentemente, por pressão do @CarlosFilhoCom eu abri Twitter e Facebook, estando agora conectado nas principais mídias. Mas vamos direto ao ponto, pois estou em aula e não posso enrolar muito pra fazer esse post. Acordei hoje de manhã e, vendo o Bom dia Goiás, percebi na prática uma coisa que vem sendo comentada dentro da universidade já há algum tempo: a internet pautando as ditas mídias tradicionais.

Uma campanha que começou no Twitter, com a hastag #mobilizagoiás, pretendia protestar contra o preço do combustível em Goiás no dia 15 de março, dia do consumidor (no caso, hoje). Tudo bem que as coisas simplesmente não brotam do nada. Lógico que os organizadores dessa mobilização entraram em contato com o jornal para garantir uma maior divulgação e cobertura. Até mesmo porque a quantidade de informação que gira na internet e a efemeridade dessas informações fazem com que os jornalistas não consigam cobrir ou lembrar de tudo.

Passando pelo local que estava se concentrando o protesto, foi possível perceber que estava mais vazio os postos, porém foi um início tímido de manifestação. Não questiono a validade ou relevancia dessa mobilização, mas o que eu chamo atenção é para a mobilização via internet, com pessoas que nunca se viram, nunca se falaram e nunca vão interagir além de um RT.

Outro ponto a ser destacado é o fato de ações que começam na internet ganherem força aos poucos, chegando ao ponto de interferir nas mídias tradicionais, as quais provavelmente não dariam visibilidade à mobilização.

Foi um tímido começo, mas um começo. E é o exemplo mais próximo que eu vi efetivamente da web pautando a mídia. #ficadica

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Crise no Jornalismo

Nos últimos anos, com a popularização da internet e a utilização dessa nova ferramenta para a difusão de informação, o modelo tradicional de jornalismo vem atravessando uma grande crise. Essa crise vem sendo discutida tanto no meio academico, quanto no mercado.

O público não precisa esperar até o dia seguinte para ler as ultimas notícias. Podem acessar a internet via pc ou celular e ler o que tá rolando pelo mundo naquele instante. Tem as opções de hiperlink, que podem fornecer uma contextualização melhor do assunto caso o leitor não saiba os acontecimentos que desencadearam aquela notícia que está lendo. Além do mais, o leitor faz o seu horário de notícias. Ele não precisa esperar o telejornal começar ou o impresso chegar às bancas. Com o WWW, você escolhe o horarário em que quer se informar.

Jornalistas estão perdendo o emprego em massa. Grandes empresas estão tendo consideraveis prejuizos financerios. O New York Times, por exemplo, teve uma queda de 50% nos lucros. Essa situação não se deve apenas pela perda de leitores, que passaram a valorizar mais o meio digital que o impresso. A publicidade, principal fonte de renda das empresas de comunicação, também transferiu seu foco para a web, pois consegue atingir um público mais específico, aumentando a eficiencia das campanha publicitárias. Mas falar que esse é o fim dos grandes jornais impressos é besteira. Falaram a mesma coisa quando surgiu a TV, ameaçando a existencia do rádio. Não haverá uma extinção, mas sim uma modificação e adaptação aos “novos tempos e costumes” do publico consumidor.

Esse post não é pra chorar as mágoas de um futuro jornalista desiludido com o mercado. Não, nem de longe será um post choramingando. O que está em questão no meu ponto de vista é a tríade, qualidade, quantidade e velocidade de informação. Nunca estivemos com tanto acesso às informações como atualmente. Porém essa chuva de informações tem qualidade? Será que aqui entra aquela história de que quantidade não é qualidade? A geração digital passou a acessar uma maior quantidade de informação, porém informações curtas, sem muito aprofundamento. Com isso, acostumamos a ler textos curtos, rápidos, com as informações cláras. A cada minuto surge mais conteudos online, informações, notas curtas, que facilitam a compreensão imediata e com isso o leitor consegue acompanhar mais postagens em menos tempo.

Nunca é demais lembrar: isso que eu to falando não é uma regra fixa, que todo usuário de internet só lê notas curtas, informações rápidas e tal. Mas que há uma diminuição da paciência em ler textos muito compridos, ainda mais com uma janelinha do MSN sempre piscando, ou então Orkut e Twitter te informando a cada minuto que existem novas postagens, ah, isso é verdade. Você não consegue se concentrar por muito tempo em um determinado texto, além de toda hora estar aparecendo um novo link pra você conferir algo.

Segundo Gerry Marzorati, editor da revista dominical do New York Times, “a elite intelectual nunca teve tanta informação de qualidade à disposição. Todos os grandes jornais estão online e vão sobreviver. O drama é o desaparecimento da mídia local.” Segundo Marzorati, os jornais tradicionais locais, passam a oferecer somente notícias policiais, as fofocas da TV aberta e a gritaria partidária dos canais a cabo. “É muito difícil governar com seriedade um país com uma população desinformada”.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ah, o jornalismo... pt2

Será que só eu fiquei com a sensação de "Num vai estatizar porra nenhuma aqui!" ao assistir essa entrevista? O jornalista realmente tem que perguntar esses assuntos polêmicos para o candidato, é a função dele, mas existem jeitos e jeitos. Ficou parecendo: "Quero mostrar pra todo mundo que se você for eleito e mexer com isso, vai dar merda".

Como eu disse, é necessário abordar esses temas, pois são muito polêmicos e o eleitor precisa realmente saber. Mas existem tecnicas na hora de se entrevistar, de forma que você não deixe tão evidente a sua intenção ou opinião.



As propostas do Plínio Arruda são bem revolucionárias e eu não estou falando que estão certas ou que estão erradas, mas o que encomodou mesmo nesse vídeo foi essa impressão que eu tive, do jornalista querendo direcionar muito a entrevista para um único foco, o qual ele também conduziu para um lado que colocase o candidado em descrédito.

Bom, eu sou apenas um graduando em jornalismo ainda. acredita nisso que eu falei quem quiser, mas fica a dica pra reflexão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ah, o jornalismo

Sabe, eu não sei nem o que comentar. De um lado a Dilma querendo vender o peixe dela (e tá certinha, todo mundo faz isso) e do outro lado o casal "Bonner e Bernardes" atacando (o que é bem diferente de provocar). Sei lá, debate sobre política é importante, fazer perguntas provocantes é massa, dá pra ver que realmente quer tirar a informação do entrevistado, mas isso aqui abaixo é meio que palhaçada. Os apresentadores interrompendo várias vezes, contrapondo as respostas da entrevistada, querendo sobrepor sua opinião....

Bom, eu ia fazer esse post ontem mesmo, mas preferi deixar pra hoje porque muita gente já teria discutido, visto no youtube, xingado muito no twitter (sério!) e eu poderia incorporar o vídeo nessa postagem. Obrigado ao pessoal que postou os videos na net. Depois dizem que a internet deixa o povo mais egoísta, individualista. Bom, mas isso é assunto pra outro post, me lembrem, pois há muito tempo eu quero falar sobre essa falácia, mas nunca lembro.

Voltando ao assunto, confiram a entrevista que o Jornal Nacional fez com a candidata a presidência, Dilma Rousseff. Em breve devo voltar postando outras entrevistas com os candidatos, quem sabe fazendo uma comparação entre elas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Let's cook a newspaper? pt. 2

Continuando o post abaixo, esse é o segundo texto também resume magistralmente a minha opinião. Foi escrito também por uma estudante de jornalismo, a Paula Nogueira.

Hoje tem palhaçada?
Tem, sim senhor

Não demorou muito: Gilmar Mendes atacou novamente. Depois de comparar jornalistas a cozinheiros, hoje foi o dia de soltar mais algumas pérolas. Como se não bastasse a derrubada da obrigatoriedade do diploma para jornalistas, Mendes indicou que isso deve acontecer com outras profissões. Ele não especificou quais, mas afirmou que a regulação só é "excepcional" quando há ameaça aos valores básicos ou à saúde, por exemplo.

A pergunta que não quer calar: o que exatamente, senhor Mendes, o senhor define como ameaça aos valores básicos? Pelo amor de deus! Vamos lá, raciocínio lógico, não é tão difícil assim. Jornalismo : comunicação social. Não é possível que o senhor não tenha idéia da dimensão da influência que a mídia causa em uma sociedade. Como toda e qualquer influência, esta pode ser, inclusive, prejudicial. E muito. Não estamos falando de um restaurante que deixou a comida vencer e esta causou intoxicação alimentar em 20 pessoas. Está em pauta um meio de alcance global.

Duvida dos riscos? Ok, Escola Base, 1994. Um grupo de seis pessoas estaria envolvido no abuso sexual de crianças. O delegado responsável pelo caso forneceu à imprensa as informações preliminares. Antes que a veracidade das denúncias fosse verificada, vários órgãos da imprensa publicaram séries de reportagens sobre o caso. No grupo estavam os donos dessa escola. No final, as denúncias não tinham qualquer fundamento e o inquérito policial foi arquivado por falta de provas. Diversos órgãos da imprensa foram condenados. Quanto aos acusados? Hoje sobrevivem de uma barraquinha de xerox em alguma rua de São Paulo.

A humilhação pública não tem volta. O "suspeito" deixa de ser mera hipótese e já passa a acusado quando os jornais querem - e visando o lucro e o sensacionalismo é bem fácil querer. E dizer que mau jornalismo não é uma ameça à sociedade? Pior do que matar um ser humano é destruir a sua vida enquanto as suas funções vitais ainda estão longe de ceder. Daqui a pouco, maus professores, sem qualquer formação, também não constituirão uma ameaça aos valores básicos. Afinal de contas, qualquer um consegue usar a fórmula giz + cuspe e repetir a mesma baboseira que é repetida há anos. Da mesma forma que qualquer um escreve uma notícia. Mas não com a devida competência e a (in)formação que tais atos exigem.

Se bem que nenhum argumento importa aqui. Nesses casos, só o dinheiro fala. Isso é o mínimo que podemos esperar de alguém que aceita propina para dar um habeas corpus ao Daniel Dantas. Ou que aceita propina para votar contra a cassação mais do que justa de um prefeito de uma cidadezinha no interior de Goiás. Ou que aceita propina pra... aliás, mais fácil dizer pra que o senhor não aceita. Só não tenho a resposta.


Sinceramente, senhor Mendes? Chega. Cansamos.


Veja o texto original e os comentários aqui
Vale a pena ler os comentários feitos nesses textos.

Let's cook a newspaper?

Nos últimos meses todo mundo que me encontra pergunta sobre a queda do diplama pra jornalismo. Não aguento mais ter que sempre responder às mesmas coisa, dar as mesma explicações e também escutar as mesma piadas do tipo: "agora que não precisa ter diploma você pode escolher um curso que dê dinheiro e depois pedir emprego num jornal". Bom, meu objetivo aqui não é ficar explicando mais uma vez toda essa história, argumentando e tudo mais. Vou me limitar a postar dois textos escritos logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal, feitos por dois companheiros de curso que escrevem muito bem. Faço minhas todas as palavras usadas por eles nesses texto, pois representam exatamente não só o meu pensamento, mas também de centenas de estudantes.

Para começar aqui vai o texto do Tiago Gebrim, escrito em 18 de junho de 2009

E agora, diploma?

Dia 17 de Junho de 2009: por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal decide que para o exercício da profissão de jornalista não se precisa de diploma universitário. (Leia aqui)

As reações estão aí. Desde ontem a frase que mais ouço é: e agora, o que vou fazer com meu diploma? Alguns dizem que vão parar a faculdade, os mais idealistas procuram fatores positivos na decisão do Supremo (Supremo Tribunal Federal), outros vão usar o diploma como lenço. Ainda há os que falaram que vão prosseguir, mas sem entender exatamente o porquê – isso tem nome, é comodismo.

Pois é, como fica minha situação? Estou estudando exatamente pra quê? Bem, antes que alguém possa responder a minha pergunta eu mesmo já o faço, com o intuito de mostrar que eu sei bem a resposta. Se não soubesse, não faria muito sentido estar ocupando uma cadeira na graduação de Jornalismo. Estou estudando porque acredito na profissão. Estou estudando porque acredito que como profissional devidamente graduado (sendo jornalista, não “estando” jornalista) eu possa fazer diferença entre os demais. Estou estudando – arrisco a dizer ainda – porque acredito que ainda haja empresas decentes no campo da comunicação.

A eliminação da obrigatoriedade do diploma não invalida o diploma. Portanto, são duas classes de profissionais: os que são jornalistas formados (tem o jornalismo como profissão, não como serviço) e os que são jornalistas por oportunidade de estarem trabalhando em uma empresa jornalística (estão jornalistas, e o deixarão de estar tão logo saiam da empresa). Sem ser utópico, mas mantendo a leva otimista de pensamento, acredito – e preciso acreditar – que empresas sérias de comunicação, que prezem pelo seu nome, pelos seus profissionais e pelo seu trabalho, optarão por jornalistas que tenham o direito de se considerarem como tais – os formados em jornalismo.

Mas antes de começarmos a fazer planos, é preciso enxergar que a decisão não descerá assim, tão fácil, pela garganta dos milhares de estudantes de jornalismo e jornalistas já em exercício. Hoje mesmo, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já revelou estar planejando um projeto de lei para tornar obrigatório o diploma. O deputado Miro Teixeira também se posicionou a favor da elaboração de uma regulamentação específica para os jornalistas que se encaixe dentro da Constituição. Ele mostrou claramente uma posição contrária à decisão do Supremo e criticou os ministros por não levarem em conta a evolução das profissões, lembrando que antigamente também não era necessário o diploma para se advogar em um tribunal e, hoje, não só é necessário o diploma como também “uma prova duríssima na OAB”. A própria OAB, aliás, também se posicionou a favor do diploma. (Leia aqui)

Em tudo o que aconteceu, o mais duro de aceitar foram os absurdos pronunciados por Gilmar Mendes – como que o mau exercício do jornalismo não oferece perigo à sociedade. Mas o presidente do Supremo chegou ao extremo da falta de sentido quando comparou o jornalista a um cozinheiro (nada contra a profissão), dizendo que um cozinheiro pode ser formado em um bom curso de culinária, mas nem por isso toda e qualquer refeição precisa de um culinário formado. Senhor Mendes, de onde brotaram essas parvoíces?! (Leia aqui)

Ainda por cima, bateram na tecla que em vários outros países, incluindo aí muitos europeus e até a vizinha Argentina, faz-se jornalismo de qualidade e sem necessidade de diploma. De fato. Mas nesses países, as empresas têm mais compromisso ético, as punições legais são severas (ou no mínimo aplicadas) e as instituições públicas não são presididas por pessoas que confundem profissões tão distintas (em sua relevância social e atribuições) como a culinária e o jornalismo.

Não estou conformado, e à minha maneira de pensar, a melhor maneira de mostrar essa indignação e lutar contra essa decisão irresponsável é prosseguir meu caminho na faculdade de jornalismo.

Veja o texto original e os comentários aqui
Vale a pena ler os comentários feitos nesses textos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Nada como uma conversa despretenciosa dentro do carro para criar mais divagações na mente e automaticamente no blog. A conversa agora é sobre jornalismo....Esse é um trabalho que gera muitos conceitos muitas vezes românticos, glamourizados da profissão. Porém o verdadeiro glamour não é saber "tudo" o que acontece. Não é você está de terno e gravata segurando um microfone. Sentar na bancada do Jornal Nacional e falar "Boa noite"? Também não... A grande maravilha (creio que essa não seja a expressão exata, mas vamos deixar essa mesmo) disso tudo é você viver ativametne, diretamente a história. Você não fica simplesmente sentado recebendo a historia até você. Porém você vai interferir na história. Porém, por mais que você seja imparcial, não haja decisivamente na situação e só vá reportá-la, você está presente, vendo as coisas no momento real. Você presencia história. Pode ser algo restrito a pouco? Pode ser uma visão utópica de estudante? Pode ser só uma baboseira que surgiu de uma conversa dentro do carro? Pode, claro que pode. Mas quero ver alguém conseguir me provar que isso não existe e que eu não posso chegar lá.

Quem cobre um acontecimento histórico vive a história, não fica simplesmente recebendo versões da história através de uma tela. E quem disse que o dia a dia não é um acontecimento histórico? Eu vivo o dia a dia, eu vivo e faço a história. Isso é um dos meus prazeres dentro dessa profissão. Palavras nem sempre são precisas ou eficientes em expressar a verdadeira essência dos pensamentos, mas a gente tenta. E através da tentativa, erro e acerto a gente vai levando a vida, vivendo e fazendo a história.