quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O circo político

Joaquim Roriz, candidato roubalhão ao governo do DF resolve sair da disputa e passar a candidatura pra sua mulher. Nada melhor do que poder em famíia. Pra entender melhor essa história, caso você não saiba, é só dar um clique AQUI.

Aí vem o real motivo dessa postagem, a senhora Weslian Roriz. Se liguem no vídeo do debate de ontem, dia 29/09/10



Caralho velho, alguém tira essa mulher daí. Ela não consegue ler as coisas direito, fala horrivelmente e de maneira confusa. Não tem propostas de campanha, não entende as perguntas mais simples e por aí vai...

Novamente eu falo: falta bom senso. No mínimo. Tá tudo virando uma grande palhaçada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pitacos publicitários

Sei lá, posso estar falando besteira, não sou publicitário, mas achei essa propaganda aqui meio estranha. Se liguem:



A idéia original era falar que você foi o primeiro a fazer, conseguir ou ter coisas fodas, que te davam status. Mas se pararmos pra pensar, podemos ver um outro sentido, um tanto quanto indesejado pela imprensa. Tudo que aconteceu com o personagem foi algo que foi estranho, deu errado ou trouxe vergonha. O cara consegue uma namorada mais velha, mas é uma situação bem estranha, vergonhosa, devido a enorme diferença. Deixa de ser legal para ser estranho. Aí o cara ganha um carro, mas a situação se torna desagradavel quando ele bate no hidrante.

Quem garante que, sendo o primeiro a usar o novo pacote da GVT, não vai acabar dando alguma merda, me trazendo algum problema ou situação indesejada, constrangedora? Bom, foi como eu falei, não sou publicitário, mas foi essa a minha impressão. Porém, uma coisa que aprendi foi que, se uma pessoa vê um significado, um sentido diferente naquilo que quis ser passado, esse novo sentido pode fazer sentido. Foi uma "brecha no entendimento" que foi deixada.

Meus amigos publicitários que se manifestem, pra falar se eu disse algo errado, alguma besteira. No fim, essa foi minha impressão desse comercial.

domingo, 12 de setembro de 2010

Bom senso

Creio que é isso que falta. Bom senso. Bom senso na política nacional. Em todos os cargos. É conhecimento de todos que eu sou bem crítico com algumas coisas que rolam pela mídia e pela sociedade. Então vamos lá pra mais uma destilada de veneno.

O alvo da vez é o candidato a presidencia Ivan Pinheiro, do PCB. Vejam um exemplo da propaganda política:



Porra, o cara tá sendo candidato a presidente de onde mesmo? Ah, do Brasil, né? Ah, só pra saber mesmo.... Mas pera aí... Se o cara é candidato pro Brasil e tá com discurso voltado pra Israel? Mas não termina por aí não. Segundo nosso amigo aí de cima, temos que liderar uma luta contra os Yankes em prol dos nossos hermanos latinos. Dá uma olhada



Pra finalizar, uma comparação um tanto quanto questionavel:



Tá, o presidente do país tem que ter uma boa relação internacional, tem que tomar uma posição, mas basear sua campanha em cima disso? Aí não, né meu brother. Bom senso. Isso não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Diário de bordo

"Senhores passageiros do vôo 6717, com destino a Porto Alegre, informamos que o vôo está atrasado devido problemas operacionais". Isso não é uma notícia muito confortável de se ouvir, mas vamos lá, a gente supera. Novo congresso, nova viagem, novas experiências. Próxima parada: Caxias do Sul, Intercom Nacional.
Nada como um atraso de uma hora para movimentar o blog. Essa viagem está sendo uma complicação desde o início. Ao mesmo tempo que dá um monte de coisa errada, algumas outras dão certo. Acho que essa é a mais bagunçada que eu já fiz e também com mais incertezas. Vamos ver no que vai dar. Ah, esqueci de dezer, essa postagem vai ser toda picada, um diário de bordo. Aos poucos vou postando comentários. Enquanto isso, sigo esperando meu vôo.
1:20 da madrugada. Rodoviária de Porto Alegre. Falei que iria fazendo um diário de bordo aos poucos, mas acabou que não deu tão certo. Já estou me preparando para voltar pra Goiânia, mas vou recapitular algumas coisas. A parte inicial da postagem falou do atraso de uma hora do avião, porém essa demora se transformou em 2h10min de tempo ocioso no saguão do aeroporto de BSB.
Vôos, escalas, ônibus, outras pessoas também chegando para o último dia do congresso e no final de um longo dia eu termino minha peregrinação dividindo uma pizza com 3 gurias curitibanas que havia acabado de conhecer.
Dia seguinte, segundona, dia 6, corre corre e animação. É a data da minha apresentação, hora de mostrar a que vim. Põe os slides na tela, estrala o pescoço, encara a banca, respira fundo e dispara a falar. Apresentação finalizada com 15min cravados, agora o mundo volta ao normal. Dever cumprido, sentimento de satisfação no peito, agora é hora de sair pra explorar o Sul.

Vento frio, pessoas por todos os lados e encontrar os outros goiânos foi mais fácil do que eu esperava. Sessão de fotos, risadas, longas caminhadas e tomamos o rumo do castelo. Pausa para mais fotos, pose Snoopy, the dog (by Polly), novas risadas e chegamos ao que realmente interessa: degustação de vinho. Tinto, seco, suave, intermediário, espumantes e caipirinha. Tudo para atender todos os gostos. Uma tirada de onda entre um gole e outro e mais risadas.Tudo assim, dinâmico e sequencial como esse texto. Pizza, mais vinho e músicas pra acompanhar, traçamos as estratégias para o dia seguinte. Próxima parada: Gramado.Novos companheiros de viagem se juntam ao quarteto de graduandos facombianos. Mais fotos, mais frio, mais risadas e uma fome monstruosa. Pausa para o café da manhã. Será que posso considerá-lo um café da manhã? Às 11:20 da manhã e sendo servido desde doces e pão com geléia até polenta, liguiças e carnes empanadas. Sempre tudo regado a vinho, suco de uva, leite e/ou café. Mais caminhadas, seguindo a teoria da proximidade do próximo (piada interna), passeio pelo Lago Negro, visita às fábricas de chocolate. Tudo regado a base de muitas fotos e risadas.Deadline chegando, hora de fazer o fechamento. O grupo se divide. Finalizando o dia na Subway, nos despedimos dessa cidade que fecha por completo durante a noite. Afinal de contas, "em cidade de gente trabalhadora, todo mundo dorme cedo". Me separo dos demais. Não tenho mais onde dormir. Solução: pegar o busão para POA e ficar esperando a madrugada passar e pegar o vôo de volta. Nada melhor do que tempo ocioso pra movimentar o blog.
São duas da madrugada, o frio continua batendo. Dou uma pausa nesse texto. Daqui a algumas horas eu volto para contar o que rolou na volta, se é que vai rolar algo que mereça ser registrado.

Nova pausa para espera. Depois da fria e difícil noite na rodoviária de POA, fui acabar de matar o tempo de espera no aeroporto. Hora de dar uma folheada no jornal local (Zero Hora), rever as fotos e relembrar as situações engraçadas.
Passado mais uma vez a bagunça de embarque e desembarque no aeroporto, ver gente mal humorada ou bem humorada demais (o tradicional chato metido a engraçadinho), agora estou na rodoviária de BSB.
Valeu a pena. Ônibus, avião, trem, táxi. Novas experiências, novas pessoas, novas histórias. Um novo sentimento de bem estar. Mais uma viagem, um novo congresso na bagagem e a alma renovada.
E com esse sentimento, observando o vai e vem de pessoas nos aeroportos, ruas e rodoviárias, que eu encerro mais um delicioso episódio no meu livro de experiências. See your space cowboy.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dia inspirado...

Um texto que uma pessoa muito especial meu mandou e que inspirou meu dia


Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo á ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação.O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno.

C.S Lewis


Bjos gata

Ah, o jornalismo... pt2

Será que só eu fiquei com a sensação de "Num vai estatizar porra nenhuma aqui!" ao assistir essa entrevista? O jornalista realmente tem que perguntar esses assuntos polêmicos para o candidato, é a função dele, mas existem jeitos e jeitos. Ficou parecendo: "Quero mostrar pra todo mundo que se você for eleito e mexer com isso, vai dar merda".

Como eu disse, é necessário abordar esses temas, pois são muito polêmicos e o eleitor precisa realmente saber. Mas existem tecnicas na hora de se entrevistar, de forma que você não deixe tão evidente a sua intenção ou opinião.



As propostas do Plínio Arruda são bem revolucionárias e eu não estou falando que estão certas ou que estão erradas, mas o que encomodou mesmo nesse vídeo foi essa impressão que eu tive, do jornalista querendo direcionar muito a entrevista para um único foco, o qual ele também conduziu para um lado que colocase o candidado em descrédito.

Bom, eu sou apenas um graduando em jornalismo ainda. acredita nisso que eu falei quem quiser, mas fica a dica pra reflexão.

domingo, 29 de agosto de 2010

Ações humanas

Amor, loucura, burrice e necessidade. Esses são as quatro coisas quem movem o ser humano. Não sei nem porque estou escrevendo esse post, ou se vou conseguir escrever algo lógico e coerente. Tá, eu sei porque eu estou escrevendo isso, mas só interessa a mim.
Mas deixando isso de lado, parando pra pensar, esses são os quatro sentimento, sei lá como definí-los, que formam a base para as ações das pessoas. Vou escrever de uma maneira bem resumida e simplificada, mas se pararmos pra pensar, analisar a fundo, é bem por aí mesmo. Porém não é algo separadinho, eles se misturam, o que tornam a vida ainda mais complicada, diferente, inovadora e coisas do gênero.
Se você está trabalhando em algo e o faz com prazer, é amor ao que se faz, é o sentimento de pertença, de realização e satisfação com aquilo que você faz. Isso não se aplica somente ao campo profissional, podemos estender essa divagação para vários outros aspectos da vida, mas como todo mundo sabe que eu sou um cara que vive em torno do trabalho, vou usar essa área como exemplo.

Se você faz alguma coisa pensando que pode dar errado, se você corre o risco ao tomar uma decisão, não tem segurança da ação que está tomando, isso é a loucura. Se você sabe o que tá fazendo, mas sabe que aquilo pode te complicar mais pra frente, que talvez existam outras hipóteses de ações, isso também é loucura, mas a burrice começa a por o pé nessas ações.

Novamente eu repito, uma interfere na outra, senão seria tudo muito bonito, fácil de se entender e resolver. Se você tem a noção do tanto que determinado feito te ferrará e ainda assim resolve fazer a ação, a burrice começa a ser o principal sentimento motor. Porém nada é tão simples, pois a burrice em se fazer algo pode ser originária do amor que se tem por aquilo, fazendo não medir as consequências para realizar a satisfação pessoal.

A necessidade entra quando a ação que você faz tende a ser neutra. Na realidade não seria neutra, mas quando não se tem muita escolha do que fazer. Isso abre brechas para que outros sentimentos motores tomem conta, pois devido à necessidade de se fazer uma determinada ação, na qual você não tem alternativas, você pode descobrir um novo motivo de paixão, ou perceber que tomou uma decisão arriscada, louca, ou até mesmo burra, mas que não havia como mudar, devido à falta de escolhas.
Viu, por mais simplista que tentamos ser, sempre aparecem N variáveis. Nada é tão fácil quanto parece ao começar uma postagem de blog. Vai ver tudo isso que eu escrevi nem faz sentido para você que esteja lendo agora, mas, pelo menos por agora, isso faz todo sentido pra mim. No final, tudo isso não passa de uma divagação sem sentido, um desabafo e uma onda desordenada de pensamentos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ah, o jornalismo

Sabe, eu não sei nem o que comentar. De um lado a Dilma querendo vender o peixe dela (e tá certinha, todo mundo faz isso) e do outro lado o casal "Bonner e Bernardes" atacando (o que é bem diferente de provocar). Sei lá, debate sobre política é importante, fazer perguntas provocantes é massa, dá pra ver que realmente quer tirar a informação do entrevistado, mas isso aqui abaixo é meio que palhaçada. Os apresentadores interrompendo várias vezes, contrapondo as respostas da entrevistada, querendo sobrepor sua opinião....

Bom, eu ia fazer esse post ontem mesmo, mas preferi deixar pra hoje porque muita gente já teria discutido, visto no youtube, xingado muito no twitter (sério!) e eu poderia incorporar o vídeo nessa postagem. Obrigado ao pessoal que postou os videos na net. Depois dizem que a internet deixa o povo mais egoísta, individualista. Bom, mas isso é assunto pra outro post, me lembrem, pois há muito tempo eu quero falar sobre essa falácia, mas nunca lembro.

Voltando ao assunto, confiram a entrevista que o Jornal Nacional fez com a candidata a presidência, Dilma Rousseff. Em breve devo voltar postando outras entrevistas com os candidatos, quem sabe fazendo uma comparação entre elas.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A língua não é uma barreira

Foto: Anne Vilela
Continuando as experiências do Encontro de Culturas, achei muito legal um dia que estava na aldeia multiétnica, com vários povos indígenas. Cada etnia falando sua língua, os brancos falando o português e de repente chegam três colombianos para fazer uma apresentação de teatro de bonecos para os presentes na aldeia. Confesso que desde o momento que foi anunciada a vinda desse grupo, La Fanfarria, que eu queria saber como seria essa apresentação pelo fato deles não falarem português.

Andando pela aldeia eu vi duas gurias brincando de palaço com os índios Krahô. Esse povo indígena tem a figura do Hotxuá, um palhaço sagrado que tem a função de fazer os demais rirem, pois o riso e a alegria são uma maneira de espantar as coisas ruins. Trocando uma idéia com elas em busca de uma matéria legal pra escrever, elas me contaram que faziam um trabalho nos hospitais de São Paulo levando a figura do palhaço até as pessoas enfermas. Me rendeu uma puta entrevista, assim que eu pegar os arquivos eu posto aqui pra todo mundo ver essa lição de vida.
Julia, Apract e Demian- Foto: Anne Vilela

Mesmo ela não compreendendo a língua indígena, elas se fizeram entender pelas mímicas e pela ligação que todos, independente de língua, idade ou fronteiras, tem com essa figura lúdica do palhaço.
"É uma linguagem universal",elas me contaram. Quando elas se uniram ao Ismael Apract, o Hotxuá foi diversão e risadas
para todos os lados, contagiando todos que estavam alí, com uma apresentação que dispensou qualquer fala.

Pra fechar a noite, entraram em cena os bonecos do grupo colombiano La Fanfarria, com seu espetáculo visual, contanto uma lenda indígena colombiana para os índios brasileiros. Mesmo com a diferença de idioma, todos os presentes, índios ou não, falando espanhol ou não, mantiveram os olhos grudados nas ações que os bonecos iam desenvolvendo ao longo da história.

Foi engraçado, porque conversando com eles, descobri que eles tinham tido pouquíssimo contato com indígenas, mesmo os colombianos. Isso torna-se uma história no mínimo curiosa, já que eles apresentam há cinco anos uma peça de temática indígena e toda a pesquisa foi feita com base em lívros, vídeos e internet, e não diretamente com os primeiros habitantes do continente. Porém isso não desmerece em nada o teatro apresentado e torna ainda mais especial a estadia e apresentação deles em São Jorge, onde puderam ter esse contato pela primeira vez.
La Fanfarria e Chico Simões
Resumindo, a arte é uma lingua universal, que prende a atenção de todos, tornando a fala algo desnecessário ou secundário. Ela une as mais diferentes culturas, conquistando a atenção de quem está presente. Lição para toda a vida de uma experiência fantástica, inusitada e inesquecível.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Free Bird

Foto: Anne Vilela

*Reproduza o vídeo ao mesmo tempo que começar a ler*

Depois de um tempo inativo, to voltando a postar no blog. Tava trabalhando muito no final do semestre passado, trabalhei as férias inteiras no Encontro de Culturas Tradicionais (dá uma conferidazinha no site, tá bem bacana mesmo) e agora já voltei direto pra faculdade. Sim, já me chamaram de louco, que vou envelhecer antes da hora, que vou ficar muito cansado e tudo mais. Tá beleza então, no futuro eu sofro com isso, quando for um velho todo estourado, cheio de dores e cansaço. Agora, tudo que eu quero é vivenciar as experiências que sempre me dão tanto prazer e que dão sentido à minha vida.

Vou fazer uma série de postagens falando de algumas coisas que eu vi e vivi na chapada dos veadeiros, porque lá é um lugar fantástico, impossível passar por lá, principalmente pelo festival acima e continuar o mesmo. Só pra começar, vou falar de uma sensação muito massa, que foi estar cercado por esses paredões enormes da chapada, em alta velocidade no carro, em uma reta interminável, com o vento contra o rosto e escutando Free Bird do Lynyrd Skynyrd.

A letra sempre foi muito significativa pra mim, além dos solos de guitarra deixarem qualquer amante do rock com orgasmos múltiplos (rs). A sensação é muito gostosa, é liberdade total. Você fica olhando a paisagem, o sol começando a se pôr por detrás dos morros, fecha o olho, sente o vento em seu rosto e viaja no som das guitarras.

Bom, #ficadica pra quem for pra chapada dos veadeiros experimentar essa sensação. Por hora, fica aqui foto e vídeo só pra dar uma ideia do que eu estou falando. Mas como todas as coisas boas da vida, contar não traduz nem 10% do que realmente aconteceu, do que se sentiu. Mas de qualquer jeito deixo aqui a música, que é do caralho, além da foto que a Anne Vilela tirou do Morro da Baleia, uma bela foto (gratidão Anne).