sábado, 25 de agosto de 2012

Vandativismo

Já que falei  sobre ativismo de sofá no último post, vamos continuar com o assunto, mas olhando uma vertente diferente, a de uma galera que sai da frente do PC para agir.

Muitos, quando criança, já pegaram santinhos de candidatos políticos para desenhar por cima, fazendo caricaturas ou criando personagens. Inocente, certo? Sim, mas, desde 2010, algumas pessoas utilizam essa brincadeira para protestar.

No último pleito para deputados, governador, senador e presidente, um grupo denominado Vandativismo percorreu algumas ruas de São Paulo atrás de publicidade política que infringissem a lei que define o que pode e o que não pode durante as campanhas. Ou seja: cavalete em praças e jardins? Proibido. Atrapalhando a passagem de pedestres ou pregados em árvores? Errado. Aí é que entra o grupo: publicidade irregular é vandalizada. Vale atear fogo, jogar fora e até desenhar por cima, pixando a foto dos candidatos e colocando o número da lei em vigor.



Outro grupo que começou a atuar também em 2010 foi o Sujo sua cara. A ideia é basicamente a mesma: pixar, desenhar, vandalizar os cartazes irregulares. Não demorou muito para a moda pegar. Pessoas em outros estados passaram a fazer o mesmo e mandar fotos e vídeos para os grupos. E está aberta a nova temporada de caça aos cartazes irregulares. É uma forma de dizer que não é possível confiar, tampouco levar a sério, políticos que não respeitam a lei.

Muitas vezes o candidato não tem consciência dos cartazes errados, já que são seus cabos eleitorais que colocam de maneira irregular. Mas é uma maneira de dizer aos políticos (e também aos seus cabos eleitorais) que estamos de olho neles, mesmo nas pequenas ações e antes de chegarem ao poder.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Click ativismo

Eu já tinha falado disso em algumas outras postagens no blog. Revolucionários de sofá, preguiçosos. E, lendo mais sobre o assunto, vi que muitos blogs também estão discutindo esse "fenômeno" das redes sociais. Se pararmos para pensar direitinho, a vontade de ajudar os outros sem sair de casa vem ainda da época da internet discada e suas cartas correntes. Quem nunca recebeu um email, com centenas de outros contatos juntos, dizendo que determinada criança tinha uma doença e que o provedor de internet doaria uma quantidade para cada vez que o email fosse encaminhado?

Porém, quanto mais conectado virtualmente, mais esse ativismo de sofá se intensifica. De maneira geral, o slacktivismo (slacker+ativism = ativista preguiço) é a prática de curtir, compartilhar, retuitar assuntos relacionados a causas sociais. Seja divulgar um protesto, salvar animais na rua ou "apenas" criar a conscientização de outros internautas.

O assunto tem causado bastante controvérsia. Pouco tempo atrás presenciei um fato que me fez voltar a pensar no assunto. Existem vários grupos de proteção aos animais em Goiânia. Frequentemente são postadas fotos de cães abandonados, acidentados ou mal tratados. Os voluntários desses grupos e seus seguidores se mobilizam para resgatar esses animais, levando-os para clínicas veterinárias para serem tratados e, posteriormente, conseguem, através das redes sociais, um novo lar para os cachorros.

Em uma dessas postagens, uma pessoa encontrou um cachorro com as quatro patas quebrada, tirou uma foto do animal, foi até a casa dela e postou a foto no grupo, pedindo ajuda, falando que tinha feito a parte dela. Resultado: o animal não resistiu aos ferimentos e morreu. Muitos usuários criticaram a pessoa por ela não ter feito absolutamente nada. Se ela realmente é "amiga dos animais", tal como ela alega, teria agido de maneira mais efetiva, não apenas tirando uma foto e compartilhando no facebook.

Vejo pessoas compartilhando fotos e mais fotos de protestos políticos, apoio a greves, protejam os animais, revoltas sociais. Muitas delas não tem a mais remota noção dos verdadeiros motivos dos protestos, apenas compartilham, fazendo volume. Há também aquelas campanhas que divulgam informações erradas ou tendenciosas. Ao ajudar a "viralizar" essas campanhas, muitos erros podem ser cometidos também. Recentemente, uma foto de uma mãe apontando uma arma para sua filha começou a circular na rede. Foram incontáveis os xingamentos e compartilhamentos na referida foto. Porém, para a surpresa de todos, a foto era uma montagem. A foto originar era da mãe, com o dedo apontado para a filha, porém com um passarinho sobre esse dedo. Cadê as milhares pessoas que haviam xingado a mulher? Onde está o retratamento, postando a foto correta agora? Ops...

Por outro lado, um israelense, vendo todas as notícias de guerra e terror veiculadas na mídia sobre a relação de seu país com o Irã, fez uma montagem em uma foto, falando que amava e não temia a população do outro país, contradizendo a versão dos representantes políticos.

Em pouco tempo, vários conterrâneos fizeram o mesmo, veiculando mensagens nas redes sociais. Dias depois, iranianos começaram a postar as mesmas mensagens, falando que não temiam e não queria a guerra entre as duas nações.

A ação ganhou tamanha forma que foi parar nos meios tradicionais, virando matéria de jornais impressos e televisivos. Pode ser apenas um pequeno exemplo, mas é algo que ganhou força, ganhou repercussão mundial. Isso pode evitar a guerra? Nunca saberemos, mas foi uma ação efetiva de conscientização.

Utilizar twitter e facebook para mobilizar pessoas para passeatas, divulgar informações, também é um exemplo da utilização efetiva do ativismo na internet. O caso mais recente são as revoltas árabes, que culminaram com a queda de vários ditadores. Através das redes, a população pôde postar várias informações, além de fotos e vídeos, divulgando o outro lado da história, não apenas as "informações oficiais".

Não há como precisar se o ativismo online, ativismo de sofá, slacktivismo, click ativismo, seja lá como queira chamar, é um aspecto positivo ou negativo. Pode criar o comodismo em alguns, achando que basta clicar em "compartilhar" e fazer volume para mudar alguma coisa. Mas em muitos, cria a conscientização de alguns fatos não divulgados pelos veículos tradicionais de imprensa. Porém, a atitude ainda é o fator decisivo para que haja a transformação. Ler que um político é corrupto e não ter a atitude EFETIVA de cobrar de maneira correta, ver que um animal está mal tratado mas só tirar uma foto, ver pessoas na rua passando fome e não procurar os órgãos competentes ou até mesmo dar um agasalho, um prato de comida, não mudará nada, não importa quantos compartilhamentos tenha a postagem.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vergonha em terras alemãs

E o novaiorquino aponta para a lateral de um prédio de uns quatro andares e pergunta: "Aquele ali você conhece, certo?". Olhei para a grande figura humana de pele amarela pintada no edifício. Não fazia ideia do autor. "Mas você não é brasileiro? Como se diz 'The Twins' na sua lingua?", perguntou o norte americano diante do meu desconhecimento. "Os gêmeos?", respondi mais vacilante do que com certeza. "Sim, os brasileiros que saíram de lá e tem pinturas deles em várias cidades aqui na Europa", insistiu o novaiorquino que mora em Berlin há nove anos. Simplesmente assenti com a cabeça, com uma vergonha que não cabia em mim. Momentos antes, andando pelas ruas da capital alemã com o norte americano especialista em street art, eu havia reconhecido as obras de grandes nomes internacionais da arte de rua, tais como Banksy, Blu e El Bocho, mas não consegui reconhecer uma pintura dos artistas do meu próprio país.

Voltei para o hostel pensando no assunto. Eu conhecia artistas internacionais, mas não tinha a mais vaga noção do trabalho de grafiteiros do meu país, os quais era admirados e conceituados no exterior. Eu que era desinformado sobre alguns aspectos culturais do Brasil ou é o país, a cultura nacional que não valoriza devidamente seus artistas e intelectuais, sendo necessário que os mesmos conquistem fama em nações consideradas "desenvolvidas" para que sejam valorizados nas terras tupiniquins?

Já vi muitos exemplos de artistas nacionais que saíram do país, se aventuraram em metrópoles europeias e norte americanas para, só então, voltar ao Brasil e serem reconhecidos pela crítica e pelos cidadãos. Às vezes, não necessariamente para fazer sucesso, mas para conseguirem desenvolver suas potencialidades. Acredito que o Brasil não incentive a cultura tanto quanto deveria ou poderia, obrigando músicos, pintores, acadêmicos, atletas, a ganhar solos estrangeiros para alcançar o máximo de seus desempenhos. Lógico que não podemos generalizar, mas não podemos também descartar que tal realidade exista.

Quando retornei ao Brasil, fui pesquisar sobre as obras, a história, o estilo dos irmãos paulistas, criadores do homem de pele amarela, cabeça chata e longos dedos que habitava o muro de um prédio em Berlin. Não poderia continuar sem conhecer Os Gêmeos e suas sagas. No próprio site dos grafiteiros tem diversas imagens de seus trabalhos. Dentro do site dá pra ler um pouco da trajetória dos dois e ver que um detalhe reforça essa ideia que por tanto tempo martelou minha mente: "Apenas depois de um ano, já com um nome forte no exterios, Os Gêmeos fizeram sua primeira exposição no Brasil, na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo".



Temos que parar de dar mais valor ao que vem de fora, achando que apenas "os gringos" sabem produzir coisas de qualidade. Não entenda isso como um discurso bairrista, regionalista. Não é para fechar as portas para os aspectos internacionais, mas que possamos olhar com maior cuidado, com maior atenção para o que nós produzimos. Garanto que muitas vezes nos surpreenderíamos.

Esse sou eu, novamente com minhas divagações, minhas opiniões, voltando a escrever nesse despretensioso blog.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sim, um jornalista

Nunca fiz muitos planos a longo prazo. Nunca idealizei datas, momentos. Simplesmente deixo acontecer. Acho que essa é a graça da vida. Ser surpreendido pela vida, pelos momentos, pelas experiências. Nunca havia idealizado nada a respeito da minha vida acadêmica. Que área gostaria de seguir, que tipo de jornalista queria ser, em que veículo gostaria de trabalhar. Sempre deixei as portas abertas para o que viesse a acontecer.

Hoje, na minha colação de grau, pude reforçar essa ideia. O quanto é bom deixar a vida te surpreender, deixar as coisas simplesmente acontecerem. Não foi como a apresentação de conclusão de curso, mas a sensação da formatura também é excelente. O eterno frio na barriga, a incerteza e insegurança do momento. Mas posso dizer: que sensação maravilhosa. E o mais maravilhoso de tudo foi poder compartilhar isso com meus amigos e minha família.

Mais importante que ter concluído uma etapa, me formar, pegar um diploma, foi ver que meus amigos estavam lá comigo, mais uma vez, me dando força, me apoiando, me aplaudindo. Amigos por quem eu mato e morro por eles e sei que eles fazem o mesmo por mim. Não sou ninguém sem esses amigos. Pelo contrário: o que eu sou hoje, devo grande parte a eles.

Creio que eu não poderia querer momento melhor. Me formar com uma turma excelente, de quem tenho orgulho de TODOS e sei que darão excelentes profissionais. Aliás: essa galera já me enche MUITO de orgulho, ver o que já fazem em seus estágios, em suas profissões, em suas lutas diárias. Não queria, de maneira alguma, uma turma diferente para me formar. Também não imaginei que fosse encontrar nesse curso, nesses quatro anos, pessoas que se tornariam tão importantes, tão inspiradoras, tão significantes pra mim. Principalmente nos últimos semestres de faculdade.

Sou um cara que tem MUITO mais a agradecer do que a pedir qualquer coisa. Tenho que agradecer a aqueles que sempre me apoiaram, que sempre estiveram ao meu lado, aos que ajudaram a construir essa pessoa que sou hoje. Uma pessoa de quem me orgulho de muitas coisas e tenho certeza que meus pais se orgulham bastante.

Sei que é uma grande realização para os meus pais, me verem pegar um diploma de ensino superior, oportunidade a qual eles não tiveram possibilidade. Sei que muitas vezes não demonstro o valor que dou a todos os esforços feitos por eles. Tenho grandes dificuldades em me expressar por meio de gestos, sentimentos. Principalmente quando o assunto é sentimento. Uma contradição, né? Um jornalista assumir que não consegue se expressar. Pensando melhor, a grande verdade é que tenho dificuldades em demonstrar. E minha expressão flui nas letras, uma após a outra, dando formas à minha gratidão aos meu progenitores.

São espelhos para mim. Assim como não poderia desejar amigos melhores, uma ocasião melhor, uma turma melhor, não poderia imaginar pais melhores. Valorizo muito e sou EXTREMAMENTE grato a tudo que fizeram por mim. Novamente, recorro ao clássico chavão desse blog: palavras são insuficientes para descrever o tamanho da minha gratidão e do carinho que tenho por eles. Sei que muitas, muitas vezes não demonstro. Que sou rude, que sou frio, que sou indiferente ou distante. Reconheço. Quero mudar, voltar a ter a convivência que eu tinha com toda a família aos meus 12 anos de idade. Quando a grande preocupação era: onde vamos almoçar nesse final de semana e que filme da locadora nós pegar para assistir todos juntos?

Sim, um jornalista. Ainda me perco no significado dessa afirmação. Me sinto inseguro. Muitos acham que eu tenho um ego enorme, maior do que o meu 1,80 metro de altura. Talvez, essa seja apenas uma forma de esconder minha insegurança. Mas o que espero, do fundo do coração, é que um dia eu possa orgulhar meus colegas do tanto que eles me orgulharam durante esses quatro anos de faculdade e continuam me orgulhando. Dois grandes super heróis são jornalistas. Não tenho a pretensão de salvar o mundo. Mas tenho sim a pretensão de fazer a diferença. Nem que seja, fazendo a diferença para mim. Fazendo a diferença para mim, sei que estarei realizando um bom trabalho e, consequentemente, alguém será beneficiado com isso. E para essa pessoa, eu fiz a diferença. E ao olhar para trás, me orgulharei do caminho que trilhei. E sempre com os meus amigos. Se eles soubessem a força que me dão...

E no final, tudo que resta, são meras divagações. São sonhos. São ambições, audácias. Resta a vontade, a garra e a determinação. Mas resta ainda, o medo, a incerteza e a insegurança. Porém, nada sobressairá aos sonhos e à vontade de fazer a diferença. É isso que realmente eu espero e desejo. A todos.

Como disse no início, a única coisa que eu tenho a fazer, principalmente nesse momento, é agradecer. E tentar lidar com essa sensação tão boa de dever realizado. De ter feito a diferença. Pelo menos para os meus pais, para mostrar que todo o esforço deles, valeu a pena. Que valeu a pena acreditar em mim, apostar nas minhas loucuras.

Sim, um jornalista. E no fim, o que restam, são divagações e um futuro a ser explorado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vamos nos permitir

Voltei para casa hoje pensando nas mudanças que a vida nos proporciona. Mudanças são coisas que geralmente assustam a todos. Não sei se assustar seria a palavra certa. É difícil manter-se indiferente diante de transformações eminentes. Enfrentar algo que não temos o controle pode nos causar insegurança, dúvida se dará certo ou não, se gostaremos ou não.

Alguns já sabem, viajarei agora em janeiro para algumas cidades europeias. Todos que me conhecem bem, sabem do meu prazer (na realidade, do meu vício) em viajar e em vivenciar novas experiências. Já viram ou ouviram falar das loucuras que já vir por e em viagens. Me orgulho e faria tudo de novo, se brincar até mais intensamente. Mas isso não vem ao caso, não é o foco deste post.

Nas últimas semanas, conversando com amigos meus e acompanhando redes sociais, percebi que não sou só eu que estou nessa fissura por mudanças. Muitos amigos meus estão se permitindo. Arriscar, sair da rotina, do marasmo e da chatice que muitas vezes domina nossa vida.

Isso me deixou muito contente. Mudança que são tomadas em cima da hora, na loucura. Novas posturas em relacionamentos; cortar, raspar ou apenas mudar a cor do cabelo; colocar um piercing ou fazer uma tatuagem; viajar com amigos para uma chácara no interior, passar a virada do ano no Rio de Janeiro ou fazer uma viagem internacional; ir a um badalado festival de música ou criar coragem e mudar de emprego.


Vi todas essas coisas acontecerem nas últimas semanas, assim como algumas delas ainda acontecerão nas próximas. Acho que a melhor coisa que vi em 2011 foi ver essa onda repentina de pessoas se permitindo fazer algo diferente, decididas de última hora. Muito me alegra isso. Dizem que quando você gosta MUITO de algo, você deseja que todos tenham a mesma sensação de felicidade que você experimenta. É exatamente isso que aconteceu comigo e me motivou a fazer mais essa divagação. Pessoas que estão dispostas a fugir dos padrões em busca do prazer pessoal. Prazer pessoal. Só isso, nada mais. Algo tão simples, tão essencial e delicioso, mas que, por vezes, se torna difícil de alcançar.

Como já disse Lulu Santos:

"Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir" (Tempos Modernos)

Tudo para começar 2012 enfiando o pé na porta. E eu começarei. Tatuado e com uma viagem internacional na bagagem. Pelo visto, tem tudo pra ser um bom ano. E eu espero que seja. Para todos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um projeto, várias mídias

"Começa agora o Cultura Livre no seu charmoso radinho de pilha em High Definition". Não consigo me lembrar de um slogan tão original, criativo e divertido.

Já tem um tempo que eu não consigo atualizar meu blog devido à correria de final de curso e tudo aquilo que eu já disse em outras postagens. Porém, a monografia acabou, tirei 10 e tudo que eu queria era dormir, repor os kilos de sono perdidos durante os últimos meses. Ao finalizar essa etapa, prometi para mim e para os meus amigos leitores que voltaria a escrever por aqui. Procrastinei umas semanas, mas aqui estou, tentando relembrar como se escreve em um blog.

Resolvi voltar às postagens com o que mais finjo saber: mídia. Todos conhecem a minha paixão e o meu vício por coisas que se referem à mídia e à comunicação. E trabalhando na TV Brasil Central, tive a oportunidade de aprender e conhecer muitas coisas. Uma das que mais me chamou a atenção foi o programa Cultura Livre, transmitido pela TV Cultura e retransmitido pela TBC. É um programa de rádio, em um estúdio relativamente simples, filmado com câmeras de celulares, caracteres escritos em uma folha de papel, mostrando o nome da música e do cantor e, posteriormente, editado e transmitido na televisão.



Nada de grande produção, imagens impecáveis, sem tremor, com enquadramentos padronizados.... Mas também nada de tosqueiras. Ideias simples, um projeto atrativo e com pessoas competentes, que sabem o que estão fazendo. Conduzido por Roberta Martinelli, o Cultura Livre é o melhor exemplo de programa multimídia. Um programa de rádio, também transmitido via web, que pode ser assistido na TV e conta com participações dos internautas via chat line e Skype.



A comunicação, de uma maneira geral, está carente de ideias que surpreendam, que chamem a atenção. É tudo um "mais do mesmo". Porém, o Cultura Livre foge a essa rotina. Até mesmo a apresentação da Roberta Martinelli se destaca, pelo menos das rádios que escutamos aqui em Goiânia. Não precisa ser forçado, com gracinhas tolas, para ser atrativo. Tampouco formal demais. Creio que não preciso ficar aqui me alongando para mostrar o quanto o programa é original, atrativo e o tanto que me conquistou. Os vídeos postados falam por si.

Só deixo registrado aqui o meu desejo de, um dia, conhecer, conversar com a galera que produz esse programa e, quem sabe, trabalhar em uma emissora como a TV Cultura que, já em seu nome, demonstra a valorização pelo cenário cultural nacional. Sem dúvida, é a emissora que dá maior importância para as manifestações artísticas e o faz com a maior criatividade e qualidade.

sábado, 6 de agosto de 2011

Um jeito criativo de registrar uma viagem

E pra quem vive reclamando que meu blog tá abandonado.... sim ele realmente está abandonado. É como eu disse em uma outra situação: não me orgulho de certas coisas que faço, mas tenho minhas prioridades. Também não estava achando coisas interessantes pra postar, ou até achava, mas como estava corrido, acabava perdendo a graça do momento.

Mas procrastinando a escrita do meu TCC, passeando pelas redes sociais, vi uma postagem do Marlus Alberto, um videozinho que me ganhou pela descrição: 3 guys, 44 days, 11 countries, 18 flights, 38 thousand miles, an exploding volcano, 2 cameras and almost a terabyte of footage... all to turn 3 ambitious linear concepts based on movement, learning and food ....into 3 beautiful and hopefully compelling short films.....

MOVE from Rick Mereki on Vimeo.


Gosto muito desse tipo de vídeo, com edições bem trabalhadas, música criada para o próprio vídeo, casando com a edição, uma boa criatividade. Gosto muito e tenho muita vontade de um dia fazer algo legal assim. Quem sabe né? Esse é o primeiro vídeo de uma trilogia. MOVE, LEARN e EAT refletem a viagem realizada por três amigos. Os vídeos estão no perfil de Rick Merek, produtor e diretor dos videos.


LEARN from Rick Mereki on Vimeo.


Acho que o blog está um pouco abandonado por falta de coisas "simples", porém extremamente bem feitas, legais de se assistir. Atualmente, as únicas coisas que vejo circulando e fazendo sucesso são vídeos pessoas fazendo merda, se dando mal, vlogs e tirinhas como memes batidos. E, querendo ou não, isso já não me atrai há um bom tempo. Não que o blog seja mera reprodução de sucessos da internet. Bom, não vou ficar me explicando sobre os propósitos desse blog, já que nem eu sei ao certo, mas ele é mais pra mim do que pra fazer sucesso e bombar na net. Bom, divagações de lado, fica aqui o terceiro vídeo, EAT:

EAT from Rick Mereki on Vimeo.

domingo, 22 de maio de 2011

Eh galera, sei que o blog anda completamente abandonado. Mas tentem entender meu lado, não ando tendo tempo pra acompanhar muitas coisas, trabalhando, estudando e fazendo minha monografia. Nem os novos cds das minhas bandas preferidas e as novas edições dos meus quadrinhos estou conseguindo acompanhar. Mas hoje resolvi matar a saudade de escrever coisas aleatórias nesse espaço. E aí pensei: falar sobre o que? E aí, numa conversa que estava tendo com Guilherme Gonçalves, um amigo meu, resolvi tirar do fundo do baú uma idéia de postagem que tinha tido a um tempo atrás mas não tinha levado pra frente.

Gosto muito de ficar observando esse vai e vem de músicos e bandas. O vocalista de uma banda sai, junta com o guitarrista que foi expulso de uma outra e fazem uma terceira banda genial e que faz grande sucesso. Aí resolvi fazer uma brincadeirinha aqui desse troca troca de integrantes no mundo do rock. Vou pegar um guitarrista que participou de algumas bandas que gosto muito pra exemplificar o que estou dizendo.

Ritchie Blackmore é um grande guitarrista, um dos formadores da banda Deep Purple, em 1968. Vão guardando as datas que elas são importantes pra fazer as ligações. Quem não conhece essa música aí hein?



O grupo ficou na ativa, passando por algumas mudanças na formação original, até que em 1975 os músicos dão um tempo com a banda. Cada um vai para novos projetos. Blackmore, nosso foco central até agora, sai do Purple e convida Ronnie James Dio para assumir os vocais do Rainbow. Se segurem, agora o negócio começa a bagunçar, agora começa a suruba.



Nesse mesmo período, David Covedale, que era vocalista do Purple quando a banda acabou, fundou o Whitesnake, junto com o baterista Ian Paice e o tecladista Jon Lord, que também faziam parte do Purple, em 76.



Voltando ao Rainbow: Tudo corria bem até que em 1980 Dio sai da banda e, a convite de Tony Iommi, guitarrista do Black Sabbath, assume os vocais no lugar de Ozzy Osbourne.



A estadia de Dio no Sabbath dura até 1984, quando ele inicia sua carreira solo, lançando o disco Holy Diver



Voltando novamente ao Rainbow: Blackmore segue com a banda, mesmo após a saída de Dio. Cozzy Powell, baterista da banda saiu pouco tempo depois para assumir as baquetas do Whitesnake, no lugar de Paice. Em 1984 ano inicial da carreira solo de Dio, o Deep Purple anuncia seu retorno aos palcos, com Blackmore na guitarra e Jon Lord nos teclados. Neste mesmo ano, Vivian Campbell guitarrista do Whitsnake deixa a banda, indo acompanhar Dio em sua carreira solo.

Lógico que todo esse vai e volta que foi falado aí em cima é algo muuuito resumido, até mesmo porque existem vários outros músicos e bandas envolvidos nessa suruba musical. Depois de tudo isso que foi falado, o Dio voltou novamente ao Sabbath para uma turnê comemorativa, o Blackmore saiu do Purple para fundar o Blackmore's Night, Cozzy Powell faleceu, Coverdale fez um projeto paralelo com Jimmy Page, Vivian Campbell foi pro Thin Lizzy e por aí vai.....

Mas esse resuminho já deu pra perceber o quanto o mundo do rock me encanta e o quanto eu "perco tempo" fazendo essas ligações. Outra coisa: essa galera só sai de uma banda boa pra formar outra tão boa quanto. Bom, pra quem gostou dessa brincadeira, deixe seus comentários aí abaixo, quem sabe não posso voltar e fazer outras postagens nesse estilo?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mostrando serviço

Nos últimos dias uma coisa tem me chamado muito a atenção. Como todos sabem, não tenho carro e sempre estudei/trabalhei/fui a festas longe de casa. Com isso, acabo percorrendo grande parte da cidade, nos mais variados horários. Ultimamente ando vendo mais viaturas da PM do que costumava ver a alguns meses atrás. ficam patrulhando dia e noite, passando pelo bairro, dando aqueles sinais de alerta nas regiões mais suspeitas. Só que todos sabem que sou um cara muito desconfiado.Vamos traçar o histórico desse minha desconfiança:  Eis, aqui do lado, o brasão da Polícia Militar de Goiás, a qual é uma instituição sólida, que independe da mudança de governos.





Aqui abaixo estão as antigas viaturas da PM:




Dá pra ver que a cor das viaturas tem uma ligação com o emblema da Polícia Militar. Encontrava essas viaturas paradas em "lugares estratégicos" de Goiânia, sempre com dois policiais dentro e as vezes fazendo rondas pela cidade, principalmente a noite. Voltando do meu trabalho eu sempre costumava ver uma circulando pela região.

Com o atual governo, as coisas mudaram. Até mesmo o estilo das viaturas. Vejam só:

 Deixei essa foto em um tamanha um pouco mairo pra dar pra perceber o que digo. As novas viaturas compradas e adesivadas a um custo de 60 milhões sofreram uma repaginada no visual: sai o vermelho, preto e verde, entra o azul e amarelo. Segundo a imprensa, o azul e amarelo era as cores iniciais da PM. Até colocaram um fusca azul e amarelo em exposição, mostrando como era as primeiras viaturas. Mas não é muita coincidência essas viaturas receberem essas cores, que também são do PSDB, justamente em uma gestão tucana?

Eu não acredito muito nas boas intenções de certos setores da sociedade. Dos políticos então nem se fala. Aí as novas viaturas começaram a rodar intensamente, dia e noite. Não vejo só paradas em praças e em frente a comércios. Ficam circulando pelas ruas. É aí que entra minha desconfiança maior: a PM está empenhada em realizar um patrulhamento eficiente, ostensivo e duradouro ou é apenas para desfilar as novas cores das viaturas, "mostrando serviço" e falando: viu o governo está se movendo e, por último, voltar tudo ao normal? Novamente reafirmo que não confio muito na bondade política, ainda mais pelo que os cidadãos já vivenciaram. Se esse for um trabalho sério e duradouro, não apenas um desfile pra mostrar as novas cores, serei um dos primeiros a parabenizar a atitude. Espero realmente que esse seja um trabalho duradouro. Vamos ver que rumo vai tomar.

terça-feira, 15 de março de 2011

#mobilizagoiás

É, eu sei, o blog tá abandonado, não precisa me lembrar disso. Mas se alguem estivesse trabalhando e estudando o tanto que estou e arrumasse tempo pra postar coisas em blog sem fim lucrativo, aí esse cara seria meu herói. Mas vamos ao que interessa.

Recentemente, por pressão do @CarlosFilhoCom eu abri Twitter e Facebook, estando agora conectado nas principais mídias. Mas vamos direto ao ponto, pois estou em aula e não posso enrolar muito pra fazer esse post. Acordei hoje de manhã e, vendo o Bom dia Goiás, percebi na prática uma coisa que vem sendo comentada dentro da universidade já há algum tempo: a internet pautando as ditas mídias tradicionais.

Uma campanha que começou no Twitter, com a hastag #mobilizagoiás, pretendia protestar contra o preço do combustível em Goiás no dia 15 de março, dia do consumidor (no caso, hoje). Tudo bem que as coisas simplesmente não brotam do nada. Lógico que os organizadores dessa mobilização entraram em contato com o jornal para garantir uma maior divulgação e cobertura. Até mesmo porque a quantidade de informação que gira na internet e a efemeridade dessas informações fazem com que os jornalistas não consigam cobrir ou lembrar de tudo.

Passando pelo local que estava se concentrando o protesto, foi possível perceber que estava mais vazio os postos, porém foi um início tímido de manifestação. Não questiono a validade ou relevancia dessa mobilização, mas o que eu chamo atenção é para a mobilização via internet, com pessoas que nunca se viram, nunca se falaram e nunca vão interagir além de um RT.

Outro ponto a ser destacado é o fato de ações que começam na internet ganherem força aos poucos, chegando ao ponto de interferir nas mídias tradicionais, as quais provavelmente não dariam visibilidade à mobilização.

Foi um tímido começo, mas um começo. E é o exemplo mais próximo que eu vi efetivamente da web pautando a mídia. #ficadica