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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Quem quer pegar uma aposta?

Feliz ano novos aos meus caros leitores. Essa será a única parte de bondade e bom humor dessa postagem. Vamos deixar toda a parte dos desejos de lado porque todo mundo já falou isso dezenas de vezes. Vou aproveitar meu mau humor dos ultimos dois dias pra destilar um pouquinho de veneno.

O Big Brother Brasil 11 vai entrar no ar terça feira agora, dia 11 de janeiro. Mas o foco desse texto não é falar do BBB. Nem bem, nem mal. Interpretem os comentários que farei como preferirem. Lendo a Folha de São Paulo, vi que essa nova edição do reality vai contar com a participação de uma transexual.Acho que a Globo tá gostando dessa história de colocar gays, lésbicas, transexuais, enrustidos, homofóbicos, tudo junto pra duelar e gerar audiência. Aí a população fica tudo escolhendo seus lados, discutido horrores na internet, redes sociais e lotando o Twitter de coisas sobre os participantes.

Primerio foi um gay assumido ganhando o BBB 5. Depois, gays, lésbica e um acusado de homofobia se degladiando no último reality, com a vitória do machão. Agora vem aí uma bi, um gay e um transex, tudo atrás do tão sonhado premio.

Mas aí vem a grande questão desse post: quem quer pegar uma aposta que as gírias GLS vão virar moda na sociedade durante o programa? Primeiramente, os gays sempre fazem sucesso com o público feminino, afinal de contas, toda mulher adora uma bicha purpurinada pra se divertir, e contar os segredos? São homens que não vão tentar levá-las pra cama e que vão entender suas crises e mudançsa de humor.
Lesbicas sempre caem no gosto masculino. Primeiro que obviamente não iam selecionar uma lésbica feia e machona. Segundo, lésbicas sempre despertam desejos sexuais dos homens, ainda mais se uma outra mulher corresponder e entrar na brincadeira. É sucesso na certa.Mas esse grupo GLS tem um linguajar próprio. Pensando nisso que criou-se o Guia GLS São Paulo, que tem um capítulo exclusivo para as gírias dos que gostam da mesma fruta que tem no meio das pernas. E como a mídia tem um poder enorme de influenciação, reforço a pergunta aqui mais uma vez: quem quer pegar uma aposta que as gírias vão virar modinha na sociedade?

Vamos ver um monte de gente no ônibus falando essas gírias ao se referir a uma festa ou a uma situação, nos salões de cabelereiros que ainda não incorporaram o novo linguajar, ele entrará feito uma onda, "porque ser ou f[alar como uma celebridade é chique, mostra que você está antenada ao que está acontecendo na sociedade...."

Não precisa ser um grande intelecual, ter uma bola de cristal ou ser fodão pra perceber isso. É só vermos os bordões das novelas e filmes que circulam por um bom tempo. Malhação, novela das oito, sitcom, tudo vira motivos para dar uma atualizada nas gírias. Ladir dizendo "É M-A-R-A", Pedro e o clássico "É cilada Bino" revelam isso. O exemplo mais recente e clássico é o Capitão Nascimento com o seu: "Pede pra sair", "O senhor é um fanfarrão", "Senta o dedo nessa porra", "Põe na conta do Papa" e por aí vai.

Agora deixa eu correr que o tempo livre acabou, tenho programa de esporte pra por no ar em 10 minutos, tá na hora de me preparar. Quem quiser fazer uma aposta é só deixar um comentário aí.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Inclusão social

O Big Brother está de volta. 10 edições. É uma marca invejavel. Afinal de contas, que seriado/reality show/programas especiais chegam a essa marca? Quando o BBB começa, só se fala nisso. Jornais publicam manchetes e mais manchetes sobre os acontecimentos da casa, as revistas masculinas já ficam de olho pra publicar as mulheres peladas.... As pessoas passam a comentar sobre tudo o que está acontecendo: as festas, os pegas, as brigas, as provas, as intrigas...

Não importa classe social; das domésticas às madames, passando pelos intelectuais, estudantes, crianças, jovens, adultos e velhos. Todos assistem BBB. Esse reality show acaba sendo uma forma de inclusão social. Não acredita em mim? O Big Brother aproxima todas as camadas sociais em volta do assunto. Nesse tema, ninguem sabe mais do que ninguém. Não precisa ser estudado/especializado/engajado. Ele iguala as pessoas em uma única classe.

Além do mais, o BBB é assunto em todas as rodas, onde quer que você vá. Quem não assiste fica isolado socialmente, pois não tem assunto, conhecimento ou opinião do que está sendo falado naquela roda.

Mas uma coisa que eu notei é que essa décima edição foi bem esperta. O formato em sí já estava bem esgotado. Pessoas bonitas, que nunca se viram, presas em uma casa vigiada o tempo todo, tendo que semanalmente realizar provas para conquistar a imunidade e depois votar em alguém que seria julgado pelo público para sair ou não da casa. Só que agora eles apostaram no inusitado e na escandalização com relação aos participantes.

Um gay, um travesti, uma lésbica, uma policial que dá em cima de todo mundo.... A escandalização, jogar para o público, para dentro das casas, quase que como uma injeção intravenosa, coisas que são tabus, que a sociedade finge não ver.

Acho bem interessante esses reality shows como o Big Brother para poder ficar analisando algumas situações. Todos que me conhecem sabem que sou um cara que analisa muito a realidade e as situações. Gosto de analisar o voyerismo das pessoas ao assistirem esses programas. O prazer em ver a vida do outro, saber se ela vive os mesmo dramas, medos, sentimentos do outro que está na TV. O poder de decisão que se tem, ao se escolher quem fica e quem sai da casa. No final do meu primeiro ano de faculdade apresentei um trabalho que falava mais ou menos isso. Vou procurá-lo e quem sabe não posto aqui também....